Convivendo Veganismo Vegetarianismo

Vamos falar sobre veganismo?

Jéssica Sojo
Escrito por Jéssica Sojo
Percebo que há uma visão errônea sobre os termos vegetarianismo e veganismo, mesmo que venha sendo tema de pauta em diversos lugares e com diferentes opiniões, constato muitas pessoas sem o menor conhecimento sobre o tema. Assim como percebo muitas pessoas conscientizadas no geral e, também, pessoas interessadas em aprofundar o conhecimento sobre veganismo, meio ambiente, saúde etc.

Por ser um tema bem delicado, antes de compartilhar a minha experiência e alguns documentários, quero, antes de tudo, dizer que é todo um processo para chegar ao veganismo – e, claro, não estou aqui para dizer o que é certo ou errado, mas sim compartilhar a informação para que sirva de conselho a quem tiver interesse em se aprofundar no assunto.

Há uns bons anos, eu não lembro ao certo o que me fez chegar ao vegetarianismo – ainda que o assunto fosse minoria e eu já tivesse feito a escolha de abolir a carne do meu prato. Mas recordo de um professor, na época do cursinho, ter comentado algo relacionado a veganismo e, tchã, fui futricar documentários e tudo o mais possível de informação no Google sobre o assunto e decidi me tornar vegana.

Com informações na internet, o início de práticas meditativas, certo conhecimento do processamento de alimento, documentários, amizades com pessoas vegetarianas e veganas e após perder o meu animal de estimação, na faculdade e há dois anos, decidi me tornar vegana – e é por isso que decidi compartilhar aqui alguns documentários que servirão de guia a quem se interessar pelo assunto.

Conheci o documentário A Carne é Fraca em 2014, com a sã consciência dos métodos com os quais os animais eram tratados e não vou negar que há cenas fortes para quem não está acostumado – mas é primordial compreender qual o procedimento feito desde o início, até a carne chegar à mesa. Refletir sobre o impacto horrendo que alguns dos hábitos adquiridos por nós podem causar irrefletidamente na nossa atitude em comermos carne torna-o um documentário muito bem elaborado pelo Instituto Nina Rosa.

O documentário quer provocar no espectador certa postura através de alguns depoimentos e a participação de alguns jornalistas. E é plausível a forma como algumas reflexões vem à tona, muita das vezes despercebidas e que tratam sobre o impacto que o nosso simples ato de comer pode causar.

Sinopse:Alguma vez você já pensou sobre a trajetória de um bife antes de chegar ao seu prato? Nós pesquisamos isso para você e contamos neste documentário aquilo que não é divulgado. Saiba dos impactos que esse ato – aparentemente banal – de consumir carne representa para a sua saúde, para os animais e para o Planeta.”

Terráqueos (Earthlings) – Eu assisti após o comentário do meu professor na época do cursinho e confesso que foi um documentário que motivou a minha escolha. Esse documentário aborda de forma pesada a questão da exploração animal, dependência cruel e desrespeitosa da humanidade dentro de várias vertentes em relação aos animais – promovendo certa reflexão ao nosso consumo.

Sinopse: “Terráqueos relata a dependência e a exploração cruel e desrespeitosa da humanidade com relação aos animais, tanto para companhia (pet-shops, fábricas de filhotes e abrigos), alimentação (criação, abate), vestimentas (comércio de peles e couros), entretenimento (circos, rodeios, touradas), e pesquisa científica (experimentos científicos, testes de cosméticos).”

Paredes de Vidro (Glass Walls) – Produzido pela PETA, narrado e estrelado por Paul McCartney, o documentário nos introduz à realidade chocante que ocorre por trás da indústria do lacticínio e da carne animal no todo – inclusive dos peixes.

Contém cenas reais e fortíssimas de peixes, vacas, galinhas, carneiros, pintinhos e outros animais que são abusados – nos mostrando que todos sentem dor e medo como todo ser humano.

“Se matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos.”

– Paul McCartney.

Troque a Faca Pelo Garfo (Forks Over Knives) – Esse documentário nos mostra que uma alimentação vegana não só previne como é capaz reverter muitas doenças. Abolir a carne é um dos pontos positivos ao pensar na sua saúde.

Sinopse: “Documentário que aborda um dos grandes problemas da sociedade moderna: os graves problemas de saúde que afetam parte significativa da população causados por um cardápio de alimentos de origem animal.”

Por fim, A Conspiração da Vaca (Cowspiracy), que traz uma realidade bastante sensível à sociedade atual – desde os impactos causados pela pecuária até a maneira como pessoas e ambientalistas lidam com tais impactos.

Sinopse: “A pecuária pode ser considerada uma das indústrias mais destrutivas do planeta. É responsável pela emissão de mais gases que causam o efeito estufa do que a indústria de transportes e gera intensa destruição dos recursos naturais do solo. O documentário mostra a descoberta das verdades sobre a pecuária e o medo das organizações ambientais em falar sobre o assunto.”

Enfim, são vários os pontos de vista a serem analisados pelos animais, pelo planeta e, principalmente, pela nossa saúde.

Qualquer dúvida que alguém tiver no início da transição alimentar ou alguma outra dúvida em referência aos termos vegs, fico à disposição em ajudar.

Com um abraço forte no coração, até breve.

Sobre o autor

Jéssica Sojo

Jéssica Sojo

É custoso descrever quem sou eu – já que constantemente lapido, modifico e me transformo em um pouco de tudo e muito de cada pouco. Inicialmente posso compartilhar dizendo que sou extremamente curiosa, apaixonada pela comunidade surda, pela língua de sinais e por tudo que envolve a linguística.

Foi na faculdade de medicina e como acadêmica há alguns anos (com a esperança de trabalhar com o ser humano e suas limitações) que eu adentrei para um universo de que eu não fazia ideia que fosse possível existir e que pudesse trazer a bagagem que tenho hoje. Minha busca incessante pelo autoconhecimento e entendimento para muitos dos questionamentos que já tive (e continuo tendo) me fez despertar para o meu atual desígnio.

Minhas tantas outras peregrinações e experiências também contribuíram e muito com o meu desígnio – a começar pelo de compartilhar junto a vocês, leitores do EuSemFronteiras, sobre a primordialidade de enxergarmos para além do que nos visibiliza os olhos e lembrarmo-nos sempre de sermos semelhantes ao sol, mesmo em meio às sombras escarpadas montanhosas da vida.

Com todo o meu carinho e gratidão imensa,

Mãos em prece e um saudoso e caloroso abraço em cada um.

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