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Viver com verdade: o que realmente sustenta

Imagem de uma linda mulher preta com seus cabelos naturais decorados com duas flores amarelas, uma de cada lado. A foto traz o conceito de autenticidade, de ser autêntico.
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Escrito por Giselli Duarte

Com o cansaço de parecer perfeito, a verdade e a vulnerabilidade surgem como o novo padrão. Viver com autenticidade, sem ostentação, gera conexões reais, paz e liberdade. A coerência entre o que se é e o que se vive é o verdadeiro sucesso.

A nova tendência é menos fingimento e mais verdade. E isso vale para muito além do que se publica. Está na forma como se vive, se escolhe, se consome e se relaciona.

Há um cansaço visível na tentativa de parecer. A busca por validadores externos, o esforço para sustentar uma imagem que não condiz com a realidade, vem se tornando um fardo.

Aos poucos, vai se tornando claro que há mais inteligência emocional em quem admite suas limitações do que em quem tenta camuflar tudo sob uma máscara de perfeição.

O problema é que por muito tempo se aplaudiu a performance. A autoconfiança falsa foi confundida com autoridade. A frieza foi confundida com profissionalismo. A ostentação virou sinônimo de sucesso. Mas, aos poucos, essas camadas se desgastam. E o que fica é o que de fato sustenta: a coerência entre o que se vive e o que se diz.

É nesse contexto que surgem figuras que mais parecem dublês de rico. Ostentam, acumulam, investem em aparências. Carros, marcas, viagens, tudo precisa ser mostrado. Mas basta um olhar mais atento para perceber o vazio por trás da encenação. O verdadeiro sucesso raramente faz barulho. Ele é discreto, coerente, sereno. E, quase sempre, modesto.

A vulnerabilidade começa a ser vista com outros olhos. Já não é mais fraqueza admitir que algo não está bem, que existem dias difíceis, que existem dores. Pelo contrário: é nesse tipo de postura que nascem as conexões genuínas. Quando alguém diz com verdade o que sente, o outro sente que pode fazer o mesmo. Quando alguém vive com verdade, sem precisar provar, o outro se inspira a ser mais honesto consigo também.

Ser verdadeiro cansa menos do que tentar parecer. Exige menos esforço diário do que sustentar um personagem. Exige, sim, coragem. Mas uma coragem que gera liberdade. E uma liberdade que dá espaço para o que é real.

Imagem de uma mulher com uma casaco de pelo sobre as costas, falando com uma pessoa no computador. A imagem traz o conceito de ser verdadeiro, de viver com a verdade.
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As pessoas estão cada vez mais atentas a isso. O olhar treinado pelo excesso já reconhece o que não é espontâneo. E cada vez mais, quem se comunica, trabalha, vive e escolhe com verdade vai se tornando o novo padrão. Não porque é tendência. Mas é insustentável viver de fachada por muito tempo.

No fim, ninguém precisa ser perfeito. Precisa apenas ser inteiro. Inteiro naquilo que é, naquilo que sente, naquilo que faz. A nova tendência não é nova. É antiga, mas voltou a ser necessária. Viver com verdade, mesmo que em silêncio, mesmo que sem plateia. Porque viver com verdade dá paz. E isso, nenhuma encenação consegue oferecer.

Sobre o autor

Giselli Duarte

Sempre fui movida pela curiosidade e pela busca constante por aprendizado. Minha trajetória percorreu diferentes áreas, da carreira corporativa a experiências menos convencionais, como um curso de DJ. Esse caminho diverso ampliou meu repertório e me trouxe a compreensão de que cada fase contribui de forma concreta para o trabalho que realizo hoje.

Com espírito empreendedor desde cedo, iniciei minha vida profissional aos 14 anos como jovem aprendiz e, aos 21, legalizei meu primeiro negócio. Desde então, criei, conduzi e participei de projetos diversos, sempre unindo visão estratégica, organização e consistência na execução.

Atuo na interseção entre marketing, negócios e comportamento humano, apoiando profissionais e empresas na construção de estratégias claras, posicionamento consistente e processos de crescimento bem estruturados. Ao longo da minha trajetória, trabalhei como profissional PJ em projetos para empresas de diferentes segmentos, como engenharia, startups, agências de comunicação e administração de condomínios. Essa vivência trouxe uma visão prática sobre modelos de negócio, tomada de decisão, estrutura e posicionamento em contextos variados.

Sou formada em Marketing, com MBA em Gestão Estratégica de Negócios, pós-graduação em Design Gráfico e Inteligência Artificial aplicada a Growth Marketing. Em paralelo, aprofundei meus estudos em comportamento humano, autoconhecimento e processos de autorregulação, com formações e pós-graduações em Psicanálise Clínica, Constelação Familiar Sistêmica e Inteligência Emocional.

A experiência com o burnout foi um ponto de inflexão na forma como conduzo minha vida e minha atuação profissional. A partir desse momento, o Yoga e a Meditação passaram a fazer parte do meu caminho, levando à formação em Hatha Yoga, à Especialização em Atenção Plena e Educação Emocional, à Formação de Instrutores de Yoga para Crianças, Jovens e Yoga na Educação e Terapias Integrativas. Esse percurso ampliou minha compreensão sobre saúde emocional, atenção e desenvolvimento humano em diferentes fases da vida.

Compartilho esse conhecimento como colunista aqui no Eu Sem Fronteiras. Também atuo como instrutora de meditação nas plataformas Insight Timer e Aura Health, onde desenvolvo práticas e conteúdos em áudio e formato de podcast, voltados ao cultivo de presença, clareza e equilíbrio.

Como autora, publiquei os livros No Caminho do Autoconhecimento, Lado B e Histórias de Jardim e Café, reunindo reflexões e vivências ligadas ao comportamento humano e à forma como nos relacionamos com a vida e o trabalho.

Atualmente, estou à frente da Terapeutas Digitais, uma agência de marketing especializada em profissionais da área terapêutica. Desenvolvo planejamento de marketing, mentoria, estratégia digital, gestão de redes sociais premium e estruturação de posicionamento, comunicação e processos que conectam marca, público e objetivos de negócio.

Minha atuação como mentora de negócios integra marketing, estratégia e autoconhecimento. Parto do princípio de que empreender exige clareza interna, postura e decisões conscientes, e que, muitas vezes, os desafios do negócio estão diretamente ligados à forma como a profissional se posiciona, escolhe e se relaciona com o próprio trabalho.

Também realizo trabalho voluntário como mentora na RME, Rede Mulher Empreendedora, idealizada por Ana Fontes, participando de mentorias pontuais voltadas ao apoio estratégico de mulheres empreendedoras.

Acredito que negócios alinhados com quem somos ganham mais sentido, direção e impacto. É assim que escolho atuar e é esse caminho que sigo construindo.

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Meditação para quem não sabe meditar

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