Comportamento Yoga

Você é a dona da sua prática

Mulher praticando Yoga com a cabeça sobre as pernas esticadas no chão.
123RF/Aleksandr Davydov
Juliana Ferraro
Escrito por Juliana Ferraro

Olá! Durante esta semana estive conversando com algumas amigas e alunas que me contaram sobre a sensação de que a prática de Ashtanga Yoga – e até mesmo outras linhas – acabou ficando dura.

Sentindo uma certa pressão para performar, e uma comparação não muito saudável com outras praticantes. Para algumas, isso acabou criando tensão. Para outras, a vontade de parar de praticar.

Eu sentia, quando iniciei minha jornada com a prática de Yoga, a mesma coisa. Muitas vezes percebi o meu pescoço duro. A mandíbula travada. Perdia a concentração olhando para os outros, me comparando, me colocando pressão para fazer mais força e fazer mais e mais.

Gerando uma tensão totalmente desnecessária e tão contra o que o Yoga prega. Mas descobri que não é a prática em si que me deixava assim. Era eu mesma que usava a ferramenta de uma forma competitiva e tensa.

Você já se perguntou sobre como a gente leva nossas sombras para dentro das práticas espirituais?

Pessoas sentadas no chão, de pernas cruzadas e olhos fechados, praticando Yoga.
Unsplash/Erik Brolin

O ego é tão inteligente que a gente pode cair numa viagem egóica de espiritualidade que muitas vezes nos prende numa ilusão, causando mais tensão e reproduzindo o que queremos quebrar com nossas práticas.

Nossa sociedade é super energia Yang, masculina. Competição, comparação, tensão. A necessidade de produzir mais. De não parar.

E a gente acaba levando isso para nossa prática, natural. Só que a prática serve pra gente quebrar os padrões e sair da ilusão, da matrix. Transformar o mental em coração, sermos mais humanos, compassivos, acolhedores.

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Respirar, abrir espaço, acolher. Fazer justo o que não é. Descobrir coisas novas, ao invés de repetir o padrão.

Pra gente sair dos padrões que repetimos, de recriar nos nossos momentos de olhar pra dentro e de intimidade, precisa muita presença, atenção. De forma materna. Trazer energia feminina. Amor incondicional.

Deus, o Todo é amor incondicional. Assim como Shiva, ele aceita tudo. Tudo. Tudo é amor. Nada se cria sem amor. Yoga é o momento pra gente abrir nosso campo e conectar com a energia divina de criação, que é amor. Amor incondicional.

Pessoas em pé, com os braços para cima, fazendo aula de Yoga na praia.
Unsplash/Kaylee Garrett

Por que praticar? Para abrir espaço e conectar com sua centelha divina. Deus está fora, e dentro. E por todos os lados. Deus é tudo que vibra, que vemos, que sentimos, que sonhamos. É tudo. In.con.di.ci.o.nal.

Essa nossa missão na Terra: conectar com essa luz que você carrega. Com relaxamento, sem pressão, e sem precisar provar nada pra ninguém.

Seja o amor que você é!

Sobre o autor

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro é psicóloga por formação e viajante por amor às coisas novas da vida. Seu contato com diferentes línguas e culturas começou quando ela ainda trabalhava no Club Méditerranée. Depois fez um mochilão pelo mundo em busca de autoconhecimento. Em pouco mais de um ano conheceu diversos países asiáticos, em especial a Índia, onde fundou uma paixão profunda pela yoga e pela meditação. No Brasil: morou, deu aulas de yoga e se formou como massoterapeuta, em Paraty, RJ. Foi nessa época que concluiu quatro cursos de dez dias de meditação Vipassana e se aprofundou na prática de Ashtanga Yoga. Hoje, ela está estudando Ashtanga Yoga no KPJAYI, em Mysore, Índia. E dá aulas de Ashtanga Yoga online.

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