Convivendo Saúde Mental

10 hábitos péssimos para a sua saúde mental

Muitas vezes nos vemos vivendo uma vida que não tem muito a ver com o que gostaríamos de estar vivendo… Aí vêm aquelas perguntas: o que está acontecendo? Onde eu estou errando? Que milagre eu deveria fazer para viver melhor?

Mas a verdade é que, na maior parte dos casos, nenhum milagre precisa ser feito. Mudar de vida pode ter mais a ver com mudar hábitos, aquelas coisas fazemos quase no piloto automático, mas que fazem muito mal para a nossa mente.

Faça uma comparação para entender a importância de cuidar da saúde mental: se você comer pizza no café da manhã, dois hambúrgueres no almoço e frituras gordurosas no jantar, a saúde do seu corpo irá por água abaixo, não é? O mesmo acontece com a sua mente quando você não cultiva hábitos saudáveis.

Preparamos uma lista com hábitos ruins que afetam muita gente nos tempos atuais, assim você pode pensar se algum deles tem afetado o seu comportamento e de que forma pode lidar com isso.

1. Muito perfeccionismo

Buscar fazer tudo direitinho é um hábito saudável, porque é sempre importante fazer o melhor ao tentar alcançar um objetivo importante. Mas a necessidade de ser perfeito o tempo todo pode prejudicar os seus esforços e, a longo prazo, a sua vida.

Alguns psicólogos separam o perfeccionismo como positivo ou negativo. Os hábitos de perfeccionismo positivo incluem estabelecer metas realistas, não remoer os fracassos, ver os erros como oportunidades de crescimento, manter a ansiedade e o estresse dentro de limites saudáveis e aproveitar o processo — e também os resultados!

Os hábitos de perfeição negativa incluem estabelecer de padrões fora do seu alcance, insatisfação com qualquer coisa que não seja perfeita e preocupação frequente com o fracasso ou a desaprovação.

E aí, qual perfeccionismo você tem vivido?

2. Má postura

Essa aqui é física, mas afeta a mente. Segundo um estudo publicado na revista científica Journal of Behavior Therapy and Experimental Psychiatry em 2016, quando nos sentamos eretos, inibimos sintomas de depressão. Parece absurdo, mas é isso mesmo!

De acordo com a pesquisa, manter a boa postura melhora a autoestima e o humor, além de reduzir a sensação de fadiga e inibir os sintomas físicos da ansiedade.

Mulher trabalhando com sua cabeça deitada na mesa de trabalho
Ron Lach / Pexels

3. Culpa demais

Assim como no caso do perfeccionismo, há culpas positivas e negativas. A culpa positiva é aquela que nos faz pensar: “Ok, cometi um erro, mas vou ficar atento para não cometê-lo novamente”.

Porém a culpa negativa nos faz pensar: “Não vou nem tentar fazer isso porque da outra vez deu errado” ou “Se eu não tivesse feito aquilo X anos atrás, isso não teria acontecido”.

Portanto aprenda com os erros e foque no presente e no futuro. Remoer culpa demais do passado só vai atrasar você.

4. Falta de exercício

De acordo com um artigo publicado na revista PsychCentral em 2017, além de fazer mal ao corpo, uma vida sedentária faz muito mal à mente.

Exercícios físicos liberam endorfina e outras substâncias benéficas para a mente que diminuem problemas como depressão e ansiedade, além de aumentarem a temperatura corporal, causando um efeito calmante.

Além disso, exercícios ajudam a gastar energia, o que o leva a evitar problemas como insônia e falta de apetite.

5. Descontar as frustrações

“Ah, só mais pedacinho desta barra de chocolate!” ou “Tenho trabalhado tanto que mereço dar um presentinho para mim!”. Muitas vezes, esses comportamentos escondem algo mais profundo: estamos descontando nossas frustrações em consumo.

Há quem coma demais, jogue demais, fique demais nas redes sociais (veja mais sobre isso abaixo), gaste demais… Cada um extravasa seus sentimentos ruins consumindo algo diferente de maneira exagerada.

Mulher comendo pizza
Andrea Piacquadio / Pexels

É importante identificar duas coisas:

a. Quais situações o fazem consumir demais? Problemas no trabalho, provas na faculdade, ciúme, decepções amorosas, brigas na família? Identifique o problema para estar mais apto a lidar com ele.

b. O que você consome? Quando descobrir, encontre uma maneira de não se permitir ter isso à disposição quando se sentir mal.

Por fim, substitua esse hábito ruim por um bom. Está estressado? Que tal ler um livro? Está com raiva? Que tal sair para uma corrida? Está com vontade de brigar com alguém? Que tal fazer carinho no seu pet e se acalmar?

6. Uso excessivo de mídia social

Abra o aplicativo do Instagram, do Facebook, do Twitter ou da sua rede social preferida no celular. Vá em opções ou configurações e veja lá quanto tempo você passa por dia nas redes sociais. Some esse tempo e veja quanto tempo da sua semana você coloca nisso. Do seu mês. Do seu ano.

Mulher no celular navegando em suas redes sociais
Lisa / Pexels

Segundo uma pesquisa realizada pelo instituto de saúde mental Child Mind em 2018, 62% dos usuários das redes sociais Facebook, Instagram e Twitter relataram sentir sentimentos de deslocamento social e solidão e 60% dos entrevistados disseram sentir inveja da vida mostrada nas redes sociais.

Quando estamos nas redes sociais, estamos em contato com uma vida distorcida, que não é a vida real. Você não precisa sair das redes sociais, mas procure limitar o seu uso e evitar conteúdo que o faça se sentir mal consigo mesmo.

7. Não fazer o que deseja fazer

“A partir de segunda eu começo aquela dieta!” ou “Semana que vem eu vou começar a estudar por X horas por dia!”. Quem nunca se pegou fazendo promessas assim, não é? O ruim disso é chegar no fim da semana e perceber que não fez ou não conseguiu fazer o que queria fazer…

Antes de mais nada, pergunte a si mesmo: estou estabelecendo metas realistas ou quero mudar tudo do dia para a noite? Depois de fazer planos mais possíveis, aprenda a pegar leve consigo. Feito é melhor do que perfeito, não é? Então sair para uma corrida três dias da semana é melhor do que não sair nenhum. Parabenize-se!

Ah, e aprenda a reconhecer o que não é culpa sua. Às vezes, não dá tempo mesmo, não sobra disposição ou outras prioridades se impõem. Nem tudo é culpa sua!

8. Muito arrependimento

Conforme você cresce, amadurece e evolui na vida, começa a julgar as escolhas feitas no passado e, muitas vezes, arrepende-se de muitas delas… Mas pense: é justo a pessoa que você é hoje julgar a pessoa que você era há alguns anos, meses ou dias? Cresça com ele, mas não permita que o arrependimento consuma você!

De acordo com uma pesquisa publicada na revista Psychology Today em 2018, sociedades nas quais as pessoas têm mais poder de escolher os detalhes de suas vidas sofrem mais com arrependimentos. Ainda que muitas escolhas nos sejam vedadas, hoje em dia temos bastante liberdade, não?

E isso é um campo fértil para escolhermos e, futuramente, arrependermo-nos. Apenas tenha em mente que todo mundo está nessa. Todo mundo tem arrependimentos, mesmo quem diz que não. A vida é uma só, e pense sempre nisto: você fez o melhor que podia fazer na época.

9. Dependências emocionais

Somos seres sociais, é um fato. Gostamos de estar nos braços do nosso amor, rindo com os amigos ou aproveitando a companhia da família, mas isso é bastante perigoso quando se torna dependência.

Casal de mãos dadas
Juan Pablo Serrano Arenas / Pexels

O que isso quer dizer? Dependência emocional é quando você não consegue sentir prazer ou felicidade quando não está na presença de outra pessoa.

Somos pessoas mais ou menos extrovertidas, que precisam mais ou menos da companhia dos outros, mas encontrar paz consigo mesmo e curtir sua própria companhia é essencial, afinal você passa a maior parte da sua vida com ninguém mais ninguém menos do que você!

10. Péssimo sono

A correria da vida moderna é tanta e são tantas coisas para fazer que o sono acaba ficando um pouco de lado, não é? Como dormir oito horas por noite e dar conta do trabalho, dos estudos, da saúde, de uma boa alimentação, dos hobbies, daquela série nova, do namorado, da família…?

Abrir mão de uma ou duas horas de sono por noite pode parecer uma decisão não muito grave a curto prazo, mas a longo prazo a conta pode vir…

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De acordo com pesquisa do Sleep Health Foundation publicada em 2016, entre 60% e 90% dos pacientes com depressão têm problemas com insônia ou dormem poucas horas por noite por opção. Além disso, mais da metade dos casos de insônia estão relacionados a depressão, ansiedade e burnout.

Se precisar abrir mão de alguma coisa, que não seja do seu sono!

Como vimos, muitos hábitos que passam despercebidos, como poucas horas de sono ou uso excessivo de redes sociais, podem fazer bastante mal à nossa saúde mental a longo prazo. Por isso observe seu comportamento e encontre aquilo que lhe faz mal, corrigindo-o assim que possível, mas tendo calma consigo mesmo. Mudar é um processo, então respeite-o!

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