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5 sinais de que você pode estar com burnout

De repente, você começa a apresentar um cansaço físico frequente, tristeza e irritação ao executar suas tarefas profissionais. Já não se sente realizado ou comprometido com seu trabalho. Junto com essas sensações, vem uma palpitação, perda de peso, irritação, insônia…

Você procura um médico e realiza uma série de exames, e a maioria está dentro da normalidade – apenas pequenas alterações. Então sua tensão aumenta, pois você não sabe o que pode estar acontecendo.

Essas sensações, infelizmente, são mais comuns do que pensamos, e o maior desencadeador é o estresse. Um dos resultados é a síndrome de burnout. Mas será que é isso que você tem? Como identificar os sinais dessa doença que vem crescendo assustadoramente nos últimos anos? É o que vamos te ajudar a descobrir, com o artigo que preparamos.

O que é síndrome de burnout

O termo “burnout” origina-se do inglês e pode ser traduzido como “exaustão”, “esgotamento”. A síndrome de burnout é um estado crônico de estresse, relacionado com o trabalho e que pode desencadear exaustão física e emocional, além de ceticismo, desapego e sentimentos de ineficiência e falta de realização.

Dados com as letras da palavra BURNOUT. Ao lado direito, pequenas esferas que formam um ponto de interrogação.
Nataliya Vaitkevich / Pexels / Eu Sem Fronteiras

Apesar de percebermos essas alterações basicamente de uma hora para outra, o burnout não aparece da noite para o dia. É uma condição que vai se desenvolvendo com o tempo, de forma silenciosa, o que prejudica um diagnóstico precoce. Mas, ainda assim, o corpo dá alguns sinais, só que muitos de nós não têm o hábito de prestar atenção a eles. E é por isso que é tão importante identificá-los, antes que seja tarde demais.

Um estudo realizado entre 2018 e 2019 pela International Stress Management Association (ISMA-BR) mostrou que 72% dos brasileiros apresentam algum efeito do estresse – e 32% dessas pessoas manifestam sintomas de burnout. Geralmente, pessoas consideradas “workaholics” – viciadas em trabalho, que não conseguem se desligar dele – têm maior tendência a serem afetadas pelo burnout. Mas também há profissões com maior propensão, dada a sua natureza: profissionais de saúde, professores, carcereiros, atendentes de telemarketing, bombeiros e policiais são alguns exemplos.

Por essa razão, é essencial ficar atento aos sinais e sintomas, para então procurar ajuda especializada, pois a síndrome de burnout, apesar de não ter cura, tem tratamento, e os sintomas podem entrar em remissão.

5 sintomas de burnout

A síndrome de burnout apresenta uma série de sinais. Então resolvemos separar por grupos de sintomas, para que você se atente a eles, especialmente quanto à intensidade.

Um homem branco sentado sobre uma cama. Ele coloca a mão sobre a testa, inclinando o corpo. Ele aparenta estar fatigado.
Andrea Piacquadio / Pexels

Exaustão física

Inclui fadiga crônica, insônia, perda de apetite. Dores no peito, palpitações, falta de ar, tonturas e dores de cabeça também podem ocorrer. Como a imunidade pode estar baixa, o corpo fica mais vulnerável a infecções, resfriados e outros problemas relacionados com o sistema imune. Nos últimos estágios, você pode apresentar uma possível perda de peso, exaustão completa.

Desgaste emocional

Esquecimento e dificuldade de concentração são comuns. Com o tempo, é bem capaz de você não conseguir completar suas tarefas, acumulando todo o trabalho, o que pode se tornar uma bola de neve. Ansiedade e depressão também podem surgir, devido à apreensão causada pelo esgotamento mental.

Ceticismo

A pessoa é tomada por um grande pessimismo, o que pode se estender a todas as esferas da vida dela, criando inclusive falta de confiança nos outros e no futuro. Também ocorre perda de prazer nas coisas que antes eram consideradas atrativas – no trabalho, em especial, pode surgir a falta de vontade para ir trabalhar e um desejo enorme de que o expediente logo termine.

Isolamento

Esse é outro fator digno de atenção. Inicialmente pode ocorrer uma recusa a socializar com os colegas de trabalho, e esse comportamento, no futuro, pode piorar a um ponto em que os laços com as pessoas são cortados de forma contundente. O que pode provocar o sentimento de desapego, em que você se sente desconectado das outras pessoas ou do local onde trabalha.

Um homem branco sentado, debruçando sua cabeça sobre uma mesa. Ao fundo, uma sala com janelas à esquerda e à direita.
Andre Newl / Pexels

Falta de realização

Surge a sensação de desesperança, e até mesmo de apatia diante de tudo a sua volta. Nada parece estar indo bem, você não se sente bem-sucedido em nada a que se proponha fazer. Ocorre uma perda de propósito, e as perguntas que não querem calar são: “Por que estou fazendo isso mesmo?”, “Qual é a importância disso tudo?, “Pra que me levantar e ir trabalhar hoje?”. Começa a surgir a dúvida sobre a importância do trabalho que você realiza.

Nesse caso, você pode começar a se sentir ineficaz, os prazos de trabalho começam a te estressar. E a sua resposta é somente o baixo rendimento. Resultado: sua produtividade acaba se reduzindo e ficando aquém daquilo que você é capaz de entregar. Essas questões podem se desdobrar a ponto de interferir nas suas relações profissionais e detonar a sua carreira.

Como tratar a síndrome de burnout?

Se você identificou alguns desses sinais de forma persistente no seu dia a dia, busque ajuda profissional, pois, se ainda estiver em estágio inicial, as chances de um tratamento mais eficaz, ou mesmo de menor prazo, são bem maiores.

Os sintomas não influenciam só a sua vida profissional. Eles acabam se estendendo para o aspecto pessoal, limitando o seu bem-estar físico e emocional, porque a síndrome de burnout pode ser incapacitante. Tanto é que foi oficializada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma síndrome crônica. A OMS, inclusive, anunciou sua inclusão na Classificação Internacional de Doenças (CID), vigorando em 1º de janeiro de 2022.

Uma mulher fazendo anotações em um bloco. Ao fundo, um homem sentado em uma poltrona, apoiando sua cabeça sobre sua mão esquerda.
prostooleh / freepik

Fique atento e converse com um psicólogo ou psiquiatra. Um acompanhamento minucioso ajuda a identificar o estágio da síndrome, o que é essencial para se escolher a conduta mais adequada para o tratamento.

Basicamente, o tratamento envolve atividades ocupacionais (que ajudam a distrair e aliviar a tensão), psicoterapia e, em casos mais adiantados da síndrome, o uso de medicamentos que atenuem os sintomas de depressão e ansiedade.

Dicas extras

Aliado ao tratamento médico e psicoterápico, é preciso realizar mudanças não só nas condições de trabalho, como também no estilo de vida. Como nosso corpo funciona de forma global, é preciso trabalhar todas as frentes possíveis.

Então anote as seguintes dicas para manter sua mente e seu corpo relaxados:

  • Procure ter uma boa noite de sono, dormindo a quantidade de horas necessárias para a recuperação do organismo.
  • Adote uma dieta balanceada, evitando alimentos ultraprocessados e bebidas alcoólicas em excesso e cortando completamente o cigarro da sua vida. Ah! Beba muita água ao longo do dia.
  • Pratique atividades físicas com regularidade. Pode ser musculação, aeróbica, dança de salão e até mesmo Yoga.
  • Medite. De preferência, faça meditação mindfulness, que ajuda muito a se conectar com o momento presente.
  • Organize-se de forma sistemática. Anote todas as suas atividades do dia seguinte em um planner ou agenda.
  • Não abra mão dos momentos de lazer, eles são tão importantes quanto o seu trabalho. Já ouviu falar no ócio criativo? Pesquise sobre esse processo e adote-o em sua vida.
  • Tire férias, aproveite os feriados e folgas. Vender férias pode render um ótimo dinheiro, mas nada compra a sua paz e o seu descanso.
  • Crie boas relações no seu ambiente de trabalho. Não se envolva em fofocas, não se deixe contaminar pelas reclamações de algum colega insatisfeito. Encare seu trabalho como uma parte da sua vida, e não como a sua vida inteira.
  • Pare de se cobrar. Se um trabalho não deu certo, se faltou um “isso” pro seu chefe aprovar o seu projeto, não fique se corroendo com o fato. Siga em frente, busque novas soluções, olhe sob outras perspectivas…
  • Aprenda a rir mais de si mesmo. Não é que devamos levar a vida sem responsabilidade, mas não adianta levar tudo a ferro e a fogo, muito menos viver se culpando, se constrangendo e se martirizando. Você vai errar, vai pagar mico, vai levar um fora… mas a vida continua.

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Como já dissemos, mudar o estilo de vida é a chave para equilibrar a saúde física, mental e emocional. Já é meio caminho andado para atenuar os efeitos da síndrome de burnout e de qualquer outro problema psicológico pelo qual você esteja passando. Não negligencie sua saúde, mas, acima de tudo, aproveite para se acolher e rever o que mais importa na sua vida. Aliás, coloque-se como a sua prioridade e olhe para o futuro com mais confiança e serenidade. Cuide-se!

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