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Setembro sempre chegou

Campo de flores com margaridas brancas e uma flor amarela em destaque entre a grama.
Dennisvdw / Getty Images / Canva
Escrito por Nina Veiga

Setembro traz flores, chuva e a promessa de renovação, mas será que também pode transformar a nossa maneira de enxergar a vida e a natureza? Descubra a reflexão por trás da primavera e continue a leitura!

Tenho certeza que, assim como eu, muitos leitores adoram setembro. Pode ser pela aproximação da primavera. Pode ser pela promessa de chuvas. O fato é que setembro é um mês renovador – sempre. Dizem que a primavera não existe mais. E pior: dizem até que, aqui em nosso país, nunca existiu. Blasfêmia. Sou e serei sempre pela primavera.

A querida estação das flores não é mera personagem do romantismo. Ela é a expressão clara de que a renovação da vida é sempre e sempre possível. Ela é a imagem e a realidade do que temos de mais poderoso em nós: a faculdade de regeneração. A vida, por mais negligenciada, abandonada, agredida que seja, sempre quer se renovar. Veja a própria natureza. Queimada, seca, suja, semi-extinta e, mesmo assim, se dermos uma pequena chance, volta a florir. É um milagre que nos ensina e envergonha.

Jardim florido e colorido, com uma grande dália vermelha em primeiro plano e girassóis sob o céu azul.
Truecreatives / TrueCreatives / Canva

Nos ensina a acreditar sempre, nos ensina a esperar sempre, nos ensina a renovar sempre. Nos envergonha, pois o único obstáculo ao aprender com setembro somos nós mesmos. Nós somos os maus alunos, nós somos os algozes. Nós somos aqueles que agridem e prejudicam. Que pena. Ficamos chateados quando vemos um jovem em contravenção, praticando vandalismo, destruindo o patrimônio público, fazendo arruaça. Pois, pasmem, diante da natureza, somos esse jovem.

A natureza é o nosso berço, nos ensina, nos dá o exemplo, nos mostra como agir com respeito e hombridade. Mas nós queimamos, sujamos, derrubamos, destruímos o patrimônio das gerações futuras. Nós somos delinquentes juvenis. Aí chega setembro, sempre setembro! Pudesse ele instalar a primavera na nossa mente delinquente, não por livre arbítrio, mas por determinação genética. Pudéssemos nós sermos bons e honestos e respeitar. Pudera a primavera renovar e transformar nossa vida de crimes ambientais.