Saúde Integral

A gestão da saúde: processos contínuos e engrenados.

A saúde da população brasileira deve ser reconhecida como um dos principais pilares a sustentar o país como um todo. Diante da pandemia que assolou mundialmente nossos cotidianos e diante das milhões de vidas ceifadas, não podemos ficar inertes, mas vigilantes, atentos, cuidadores e preventivos. O Sistema Único de Saúde, o SUS, é um organismo vital a gerir e manter a saúde do povo brasileiro, não só prevenindo doenças, mas também solucionando problemas e questões relativas ao bem-estar da população. Como, porém, planejar corretamente a gestão do SUS na atualidade?

Inicialmente, observa-se que a gestão eficaz do SUS depende também da eficácia de seu plano de Governança. A União, através da Governança, deve promover a liderança, o controle, a avaliação e as tomadas de decisões que nortearão a engrenagem do SUS. Governança e Gestão caminham juntas, uma planejando e determinando as iniciativas relativas à saúde, outra também planejando, mas executando as ações pensadas pelas esferas superiores, ainda que não exista no SUS a hierarquização de outros órgãos – a descentralização dos serviços e a horizontalidade do fluxo de atividades fazem do SUS o exemplo de sistema que ele é hoje, mundialmente. Assim, Governança e Gestão bem-intencionadas e organizadas conseguem visualizar à frente, anteceder problemas e analisar situações para os objetivos comuns. A concatenação dessas duas esferas dá a segurança que a boa Gestão precisa para seguir pondo em prática, diariamente, ações que garantam a saúde de cada brasileiro.

Adicionalmente, não há iniciativa nem boa vontade que sobrevivam à escassez de recursos. Um governo consciente, justo e honesto proverá recursos suficientes para a manutenção dos serviços de saúde. Investir em hospitais, unidades básicas de saúde e outros centros que atendam à população, fornecendo os materiais e serviços e, principalmente, contratando profissionais qualificados e remunerando justamente aos novos e aos já contratados, é fundamental para que a dita engrenagem funcione e a população seja bem atendida. Afinal, estamos versando sobre vidas, vidas que carecem de cuidado e de atenção. Tanto quem atende no SUS quanto quem é atendido merecem respeito.

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Ainda, para a Gestão, é importante humanizar as ações e o atendimento aos cidadãos, pois, conforme já foi citado, estamos tratando de pessoas com sentimentos e que, muitas vezes, só têm o SUS como serviço a cuidar de suas vidas. A escuta atenta, o acolhimento e a sensibilidade são indispensáveis aos trabalhadores da saúde. Quem não gosta de lidar com pessoas e suas mazelas não deveria, jamais, escolher uma profissão relacionada à área da saúde.

Em suma, a oportunização correta de serviços pelo SUS tende ao sucesso quando diversos componentes do sistema estão organizados, comunicam-se e executam seus planejamentos com zelo, ética e amor pelo ser humano. Cuidar do SUS, valorizar seus profissionais e respeitar a população atendida é o caminho para a construção constante de processos que vão beneficiar a todos e servir de modelo mundial na gestão da saúde.

Por Caroline Gonçalves Chaves

Pedagoga especialista em Psicopedagogia e Tecnologias da Informação e Comunicação

Sobre o autor

Caroline Gonçalves Chaves

Caroline G. Chaves é licenciada em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e possui especialização em Psicopedagogia e Tecnologias da Informação e Comunicação - TICs (UFRGS) e em Educação Infantil: Perspectivas Contemporâneas (Unioeste-PR). Ademais, é graduanda em Licenciatura em Letras-Língua Inglesa (UFRGS) e professora municipal da Educação Infantil de Porto Alegre-RS.
Caroline também é escritora de livros infantis e infantojuvenis, tendo lançado "Dorminhoca" (2019) e "Inverno, Verão e Livros - A História de Martina e Miguel" (2023).

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