Autoconhecimento Saúde Mental

Baixa autoestima é a desconexão com a natureza interior: veja 3 passos para supera-la

Mulher deitada na cama, com expressão triste.
Foto: Antonio Guillem / 123RF
Isa Gama
Escrito por Isa Gama

Você já parou para perceber quantas vezes você se compara com os outros e se sente inadequado? E também já notou quantas vezes você se autocritica mentalmente, se colocando para baixo e desacreditando em si mesmo?

Essas situações são bem recorrentes em nossas vidas, e de certo modo eu considero até mesmo parte da natureza humana.

Só que se trata de uma natureza mais baixa, que nos direciona para o nosso pior lado, e nos faz sentir frustrados e sem poder sobre nossas vidas.

Por isso, neste post, vamos falar de como reagir a essas tendências de nossas mentes – que mentem – e ver como é possível se reconectar à nossa natureza mais nobre e elevada (você pode saber o quão conectado você está a essa sua natureza fazendo este teste).

Esse é o melhor antídoto para os problemas de autoestima.

Baixa Autoestima como um Sinal – As Nossas Dores têm o seu Valor

Mulher sentada ao lado da janela, olhando para fora com expressão triste.
Foto: Antonio Guillem/ 123RF

Sentimento de inferioridade, insatisfação, depressão e sentimento de culpa revelam muitas vezes um descontentamento pessoal, que é uma luta interna em busca de melhor qualidade de vida.

Esses sintomas não devem ser eliminados, mas sim aceitos como sinais de algo dentro de nós que não está funcionando como deveria.

Desse ponto de vista, a situação a ser enfrentada não é um mal, mas sim um recurso valioso.

Por mais desconfortável que possa ser, essa situação não é outra coisa do que um alarme de algo dentro de nós que precisa de reparos.

A importância de olhar para a nossa natureza interior

Mulher de cabelos longos na piscina, com a cabeça para cima e os olhos fechados.
Foto: Anna Tarazevich / Pexels

Para quem passa por baixa autoestima – como eu passei por muitos anos – à primeira vista, a ideia de se voltar para dentro causa certo temor.

Isso porque a mente está tão acostumada a se autocriticar que a ideia de olhar para si parece que só vai piorar as coisas.

Mas vou esclarecer o que considero aqui como nossa natureza interior, que seria a nossa verdadeira natureza:

Essa natureza é aquela nossa parte mais essencial e pura, que não julga, que não nos critica, que nos apoia, que nos coloca para cima e que acredita que somos seres incríveis e insubstituíveis.

Nem precisa dizer que essa nossa centelha divina que nos eleva muitas vezes fica enfraquecida porque nossas mentes continuam a repetir as ideias furadas de nossa outra natureza que nos puxa para baixo: aquela voz crítica interior que não nos deixa expressar a nossa verdadeira natureza.

Por isso, a baixa autoestima é uma consequência da desconexão com essa nossa parte boa, pura e verdadeira.

Então vamos ver como contrabalancear essa tendência perversa de nossas mentes que direciona a nossa atenção para o que nos leva para baixo.

3 Passos para superar a baixa autoestima:

1. Pratique a Auto-observação

Homem com expressão séria olhando para o seu reflexo no espelho.
Foto: Min An / Pexels

O primeiro passo para começar a mudar é se conhecer, ou seja, começar a ouvir a voz da cabeça, a notar quais pensamentos estamos pensando.

Isso parece banal, mas é profundamente relevante: nossas cabeças pensam o tempo todo, e muitas vezes nem sequer nos damos conta do que está se passando ali.

Ao ativar o seu observador interno, você começa a perceber o que a sua mente está criando.

Provavelmente num primeiro momento você vai se assustar com o quanto de negatividade temos ao longo do dia. Mas não se preocupe: todos somos assim.

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A auto-observação não é uma autocensura, mas é somente um ato de tomar consciência do que estamos pensando.

Isso quer dizer ter um olhar não enviesado, que não julga e não se desespera ao notar que o que se pensa é negativo.

Temos uma tendência natural a puxar para baixo, a ver cenários catastróficos e negativos. Isso é um mecanismo de defesa do nosso cérebro para evitar que nos coloquemos em enrascadas.

2. Pratique Ações Positivas

Mão de uma pessoa com seu polegar apontando para cima.
Foto: Donald Tong / Pexels

Depois que você estiver alerta para os seus pensamentos (não precisa ficar se auto-observando o tempo todo, mas pelo menos algumas vezes ao dia), você vai começar a agir com consciência.

A ação não significa somente ações físicas. Aqui me refiro a três tipos de ação: a ação mental, expressa pelos pensamentos; a ação falada, expressa por nossas palavras; e a ação física propriamente dita.

Sim, pode não parecer, mas os pensamentos também são ações de nossas mentes. Eles são as sementes da matéria, ou, como diz Marcella Danon em seu livro “Ecopsicologia”:

“O pensamento é somente uma forma mais diluída de matéria”

Marcella Danon

Com essa prática, você vai começar a direcionar sua atenção para as coisas positivas, a ver as coisas com outros olhos e passar a apreciar o belo à sua volta.

Vai ficar mais atento às palavras que emite: vai pensar melhor antes de proferir ofensas ou críticas.

Vai preferir pensar e falar sobre coisas de maior qualidade e que enalteçam as outras pessoas e as situações que circundam você. Isso quer dizer que você vai começar a direcionar melhor os seus pensamentos e a sua fala.

O mesmo acontecerá com as ações práticas: você vai ficar mais seletivo e mais focado em realizar o bem deliberadamente.

“Ao fazer ações negativas, você se contamina. Ao não fazer ações positivas, você se purifica” (Sidharta Gautama, o Buda)

3. Persevere no cultivo dos dois primeiros passos

Mulher sorrindo ao segurar um buquê de flores enquanto olha para o lado,
Foto: Retha Ferguson / Pexels

Esse passo parece ser o mais fácil – pois é só repetir os passos 1 e 2 –, mas na verdade é o mais difícil.

Criar novos hábitos exige esforço e determinação, pois vão na direção contrária ao que já estamos acostumados.

Mas o resultado vale a pena: você vai superar a baixa autoestima e vai conseguir se levantar bem mais rápido quando começar a se sentir para baixo.

Quando você passa a se habituar a se auto-observar (passo 1), mais facilmente você vai notar a sua natureza negativa agindo sobre você e mais rapidamente você vai passar a ter ações positivas (passo 2) que anestesiam ou amenizam o poder negativo dos pensamentos que levam para baixo.

Isso não quer dizer fazer de conta que você não está tendo um pensamento ruim que coloca você para baixo ou que não está tendo momentos de frustração ou de desânimo.

É impossível não ter isso na vida. Mas a prática desses três passos vai fortalecer você e trará instrumentos para reagir da melhor forma nos momentos down.

Reconecte-se à sua verdadeira natureza e supere a autoestima

Mulher com os braços para cima, sorrindo, em um campo de girassóis.
Foto: Andrea Piacquadio / Pexels

Como você acha que está a sua conexão com a sua verdadeira natureza? Deixo a dica deste teste para você saber: qual é o seu grau de conexão com a natureza interior e exterior.

O fato é que todos nós já nascemos com uma natureza interior que possui tudo aquilo de que necessitamos para criar a nossa melhor versão.

Todos temos uma semente da paz interior e de reconhecimento do valor próprio, que só precisa de condições “otimais” para poder crescer.

A baixa autoestima, o desprezo por si mesmo, a elevada autocrítica, o contínuo comparar-se com os outros e o não se sentir bom o bastante são dores internas que devem ser escutadas e encaradas sem medo.

Cultivando os três passos citados acima,

  • Se auto-observar
  • Fazer ações positivas
  • Persistir nesses hábitos

você vai estar preparado com as ferramentas certas para se reconectar com seu eu interior e se fortalecer para enfrentar essas dores sem se deixar abater.

Obrigada!

Isa Gama.

Sobre o autor

Isa Gama

Isa Gama

Isa tem um Ph.D. em sociologia e especialização em ecopsicologia.

Atua há mais de cinco anos como uma ecotuner: uma nova profissão que conduz as pessoas a viverem com maior bem-estar por meio da reconexão com a natureza.

Incentivando o autoconhecimento aliado à natureza, Isa facilita a criação de relações mais ecológicas consigo mesmo, com os outros e com o mundo.

Criou um teste que revela o grau de conexão com a natureza interior e exterior: https://isagama.net/quiz

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