Autoconhecimento

Como a educação transforma adultos em bebês?

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

É muito comum vermos alguns adultos que ainda se comportam como verdadeiras crianças. Isso acontece porque o tipo de educação atual exagerou quando o assunto é o culto da autoestima. Muitos cresceram ouvindo de seus professores e principalmente dos pais que tudo o que realizavam era especial, desenvolvendo assim uma exagerada autoestima e hoje as pessoas têm sérios problemas para lidar com as frustrações.

Essas crianças são o que conhecemos como a turma do “eu me acho”. E, realmente, eles se acham. Eles se acham os mais competentes, os melhores alunos, os únicos merecedores de reconhecimento rápido e elogios. Quando crescem, apesar de terem tido acesso às melhores escolas e às melhores oportunidades, se acham melhores do que todos.

O estilo de criação do mundo atual tem em comum duas características. Em primeiro lugar, encontramos o incansável e incessante esforço dos pais para garantir o futuro sucesso de seus filhos. Em suma, esse esforço depende de cursar uma boa faculdade ou universidade e construir uma carreira sólida.

No segundo estilo de criação, encontramos a maneira como esses pais estimulam seus filhos para que os mantenham no caminho do sucesso, aumentando assim a autoestima.

Dessa maneira, com o objetivo de criarem adultos livres de traumas e competentes, passaram a evitar fazer críticas aos filhos, fazendo com que o elogio virasse uma espécie de obrigação. Muitos deles acabam tecendo elogios à prole até mesmo quando não se faz necessário. A consequência é que, quando se tornam adultos e adolescentes, essas crianças acabam criando imagens distorcidas e triunfantes de si mesmas. Mas, quando descobrem que não conseguem dar conta da própria vida, acabam se tornando insatisfeitas e podem desenvolver depressão e pânico, além de serem socialmente menos produtivas.

O ideal é que os pais sejam competentes na educação de seus filhos. Isso significa dizer que eles saibam impor regras e limites, que os filhos as respeitem, saibam exercer o papel de responsável e, ainda, saibam ouvir os anseios e as demandas de sua prole. Quando julgam necessário, acabam cedendo, mas não com tanta flexibilidade.

Por exemplo, quando essas crianças perguntam o porquê de não poderem assistir a televisão antes de fazerem as lições de casa e os pais permitem que elas façam como quiserem, não significa que permitirão que não cumpram com suas obrigações. Os pais chamados de competentes são maduros, seguros e responsáveis.

Os maus resultados acontecem quando os pais são negligentes.

Pais negligentes não estabelecem limites, não são exigentes e muito menos se encontram abertos a ouvir os problemas e anseios de seus filhos. O grande problema é que esses pais hesitam muito quando o assunto é o estabelecimento de limites.

Nem todos os especialistas concordam quanto à informação de que os pais são os grandes responsáveis pela personalidade de seus filhos. Judith Harris por exemplo, uma psicóloga britânica, diz que os filhos puxam muito da genética dos pais, mas o resto da formação da personalidade fica a cargo dos exemplos que recebem e dos amigos.


  • Texto escrito por Flávia Faria da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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