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Dor de amor existe?

Na literatura, na música e na arte em geral estamos habituados a falar do amor. Damos a ele tratamento variado, sendo algo bom algumas vezes, mas, em outras, algo que nos causa muito mal também.

Quando se fala do amor como algo negativo, geralmente o vemos como algo sofrido, triste e, principalmente, doloroso. Essa “dor” que o amor causa é, sobretudo, psicológica, pois afeta nossa mente e mesmo a nossa saúde mental.

Sabemos que os inícios dos relacionamentos amorosos são marcados por muitas expectativas, ânsias e sonhos. Passamos a imaginar a nossa vida ao lado daquela pessoa, fazendo qualquer coisa que seja.

Quando um relacionamento acaba e todas essas expectativas e vontades são frustradas, sentimo-nos desnorteados, frustrados e tristes. É daí que vem a dor de que falamos anteriormente, a dor psicológica do amor.

Apesar de existir psicologicamente, será que essa dor do amor existe fisicamente? Será que além de afetar o nosso psicológico, o amor é capaz de nos causar dor física? O rompimento com expectativas e sonhos sobre alguém pode nos fazer mal?

Hormônios podem causar dor de amor

Quando amamos, sentimo-nos bem, eufóricos e muito felizes. Queremos estar sempre com aquela pessoa amada e estimamos muito a sua presença. Sabia que existem hormônios responsáveis por esses sentimentos?

Um casal se abraçando
Joshua Mcknight / Pexels

Pois é! A dopamina e a feniletilamina, este último conhecido como “hormônio da paixão”, são os hormônios responsáveis por todo esse bem-estar que o amor e a paixão nos causam.

Por outro lado, quando terminamos uma relação, somos traídos ou temos o coração ferido por alguém, ficamos disfóricos, tristes e, às vezes, com raiva. Esse processo é extremamente estressante e também são ocasionados por hormônios.

Nesse caso específico, o cortisol é o hormônio responsável por essas sensações. Ele é conhecido por ser o hormônio “propulsor do estresse” e, em excesso, pode até causar muito impacto físico.

Além disso, uma ruptura de um relacionamento pode diminuir os índices de serotonina e dopamina, outros hormônios responsáveis pelo prazer e bem-estar ocasionados por um amor bem correspondido.

Percebeu a relação? Se você terminou uma relação recentemente e, além de se sentir mal psicologicamente, tem sentido dores e mal-estares físicos, saiba que isso pode ter relação estrita com o cortisol e a perda de dopamina e serotonina.

O excesso de cortisol e os baixos índices de dopamina e serotonina podem ocasionar dores musculares, dores físicas, fadiga, cansaço e até depressão profunda. Então, sim, nesse sentido, a dor de amor também é uma dor física!

A tristeza causa dor de amor

A tristeza ocasionada pelo rompimento ou pela impossibilidade de um relacionamento é muito grande e evidente.

Se nos sentimentos felizes por estarmos com a pessoa amada, também nos sentimentos tristes na sua ausência, seja essa ausência breve e curta ou uma ausência eterna.

Homem triste com as mãos no rosto
Daniel Reche / Pexels

Em todos esses casos, a tristeza que advém desse amor também pode causar dores físicas e um mal-estar bem forte. E o pior, é como um ciclo vicioso: o amor causa a dor psicológica, que, por sua vez, causa a dor física que remete novamente à dor psicológica.

Você fica triste por não estar mais com a pessoa amada. Essa dor causa tristeza, dor psicológica, que, por conseguinte, gera uma dor que reflete fisicamente em mal-estar ou em dores reais.

Quantas vezes a tristeza não o deixou com dores de cabeça ou dores pelo corpo? Ou mesmo uma sensação iminente de mal-estar? Agora você pode ver que a dor do amor ultrapassa os limites do psicológico e acomete também o físico.

A dor física do amor não é algo novo

Você sabia que a dor do amor enquanto ocasionador direto de dor física e mal-estar não é algo novo? Aliás, existiam médicos e psicanalistas que consideravam o amor uma doença.

Em 1623, Jacques Ferrand, médico francês, já dizia que o amor era um dos responsáveis diretos pelo mal-estar e por dores físicas. Febre, raiva e sufocamentos são sintomas e condições que o médico citou como decorrentes da “tristeza do amor”.

Mulher triste deitando sua cabeça em uma mesa
Valeria Ushakova / Pexels

A antiga “medicina da alma” já costumava dizer também que um amor não correspondido ou frustrado dói não só na mente ou na alma, mas também em nosso próprio corpo. Ele nos acomete fisicamente, causando dor e muita inquietude. Ou seja, a ideia de que o amor pode doer no corpo não é algo de hoje.

Inclusive, para relatar um caso curioso, um médico romano chamado Alessandro Petronio relatou, em 1592, o caso de uma jovem que morreu devido a essa dor do amor. Privada pela tristeza de não poder ter o seu amor por perto, a jovem adoeceu e morreu.

É importante conhecer nossas próprias dores

Se você sente dores físicas e psicológicas ocasionadas pelo amor, tomar remédios e analgésicos não será a única solução, mas apenas parte da solução total.

É mais do que necessário o autoconhecimento e o conhecimento das nossas próprias dores para que possamos afastá-las de nossa vida e encerrá-las, por fim.

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Tente entender o porquê desse amor lhe causar tanta dor, física ou psicológica, para somente buscar, portanto, atitudes que possam subtrair esse sentimento tão doloroso.

O remédio ou a remediação dessa dor do amor não está só no físico, mas no psíquico, no psicológico e na própria alma.

Se essas dores estão causando-lhe muito transtorno e muitos problemas, não hesite em consultar um profissional. Ele pode ser parte da solução total que você deve buscar.

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