Saúde Integral

Dores ginecológicas: como lidar e como tratar?

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Escrito por Eu Sem Fronteiras

Segundo a International Association for the Study of Pain, dor é uma “experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada a uma lesão real ou potencial dos tecidos”. A dor pode ser aguda, quando é sintoma de doença ou lesão, ou crônica, quando a própria doença tem duração prolongada, a artrite é um caso de dor crônica.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 30% de pessoas em todo mundo sofram desse mal. No Brasil, 30% a 50% dos habitantes têm dor crônica. As dores ginecológicas afetam 55% das mulheres e o problema interfere na menstrual e na fertilidade. Saiba quais são os tratamentos para elas e como lidar.

Dores ginecológicas mais comuns
Dor pélvica

A dor pélvica é um dos problemas ginecológicos mais conhecidos. Esta dor abaixo do abdômen pode ser resultado de cólicas menstruais, endometriose, mioma, varizes pélvicas, problema no intestino, sistema urinário ou fibromialgia. A dor pélvica é diagnosticada através de exames como ultrassonografia, ressonância magnética ou tomografia computadorizada.

O problema também pode acontecer no primeiro trimestre da gravidez ou dias antes do parto. A dor pélvica gestacional ocorre pela pressão nos músculos e órgãos da pélvis ou, então, pela produção do hormônio relaxina que deixa as articulações mais soltas, facilitando o parto.

Esta dor ginecológica é crônica quando dura 6 meses, atrapalha a rotina e afeta a saúde emocional.

Tratamento: antibióticos, anti-inflamatórios e anticoncepcionais orais. Para o tratamento da dor pélvica crônica, é indicado cirurgia, fisioterapia, acupuntura e tratamento psicológico em casos extremos.

Endometriose

Outro problema ginecológico conhecido é a endometriose. O problema ocorre quando o endométrio, mucosa que reveste a parede uterina, cresce nos ovários, trompas, bexiga ou intestino. A endometriose é comum entre os 30 e os 40 anos, porém atinge mulheres de qualquer faixa etária.  Quase 200 milhões de mulheres sofrem com a doença; no Brasil, são 6 milhões.

Dores pélvicas intensas durante a menstruação, fluxo intenso, dor na relação sexual ou após o ato são os principais sintomas. A endometriose é diagnosticada através de exames como a ultrassonografia transvaginal ou o exame pélvico. Se não tratada, a disfunção pode interferir na fertilidade. A doença ainda interfere na vida profissional e emocional.

Tratamento: anti-inflamatórios, remédios para regulagem hormonal, cirurgia e, em casos extremos, acompanhamento psicológico.

Como lidar?

As técnicas de relaxamento também ajudam a lidar com dor pélvica e a endometriose. O controle da respiração é indicada porque, na dor intensa, a respiração acelera. Para acalmar a respiração, deite-se num local tranquilo, sem interferências eletrônicas, então, inspire lenta e profundamente para acalmar o sistema nervoso.

Outra técnica recomendada é a Imaginação Guiada, uma técnica terapêutica de relaxamento que envolve atividade mental, corporal e emocional.

Fazer este exercício por 10 minutos ajuda a diminuir dores crônicas e efeitos colaterais da quimioterapia. A prática ainda reduz a ansiedade comum aos portadores de dores contínuas, pois a Imaginação Guiada trabalha o lado direito do cérebro, área ligada às emoções, espiritualidade e intuição. Veja como fazer:

  • Escolha um local confortável, sem interferências eletrônicas. Sente-se e mantenha coluna e cabeça eretas;
  • Com o corpo relaxado, respire lenta e profundamente;
  • Feche seus olhos e imagine uma paisagem bonita com seus sons e aromas. Concentre-se na imagem e na imagem;
  • Mantenha-se assim pelo tempo que desejar.

A prevenção é sempre o melhor tratamento. Consulte o ginecologista anualmente ou assim que perceber algo de errado. Conheça outros cuidados com a saúde da mulher.


Escrito por Sumaia Santana da Equipe Eu Sem Fronteiras

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