Adoção Cidadania Convivendo ONGs Pet - Animais de estimação

Eles não entendem preconceito, só sentem falta de amor: os animais confiam em você para mantê-los seguros

Um gato preto está deitado em um banco na sala de uma casa. Há um cobertor cobrindo-o.
Rebecca Wilke / Getty Images / Canva
Escrito por Giselli Duarte

Ainda existe preconceito contra gatos? Parece inacreditável, mas é real. Por que alguns ainda rejeitam esses animais tão leais e amorosos? Descubra as verdades por trás desse comportamento e saiba como fazer a diferença. Continue lendo e reflita sobre o poder do amor e da empatia!

Parece absurdo, mas é verdade: ainda existe preconceito contra os gatos. Em 2025, com toda informação disponível, tem gente escolhendo ou rejeitando animais pela cor da pelagem. Gatos pretos, frajolas, rajados e escaminhas são os menos adotados. O motivo? Superstição, falta de conhecimento, ignorância mesmo.

Um gato preto tem exatamente as mesmas chances de ser companheiro afetuoso que qualquer outro. A diferença está apenas na cabeça de quem olha e vê algo que não existe. Essa discriminação faz com que abrigos fiquem lotados de animais lindos esperando por alguém que enxergue além da aparência.

Maldade existe e precisa ser enfrentada

Infelizmente, a ignorância sobre gatos vai além da escolha na adoção. Existem pessoas fazendo coisas terríveis com animais indefesos. E essas ações têm consequências. Aqui mesmo, nesta vida, e de outras formas que talvez a gente nem compreenda completamente. Mas uma coisa é certa: ninguém passa impune.

As redes sociais têm mostrado isso. Pessoas que cometem crueldades estão sendo identificadas, expostas e responsabilizadas. A internet não esquece. A sociedade não aceita mais. E a lei está do lado de quem protege, não de quem agride.

O que diz a lei sobre maus-tratos

Maltratar animais é crime no Brasil. A Lei Federal 9.605/98, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, estabelece pena de três meses a um ano de prisão para quem praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais. Isso inclui abandonar, deixar sem comida, água, abrigo adequado ou qualquer forma de crueldade.

Em 2020, a Lei Sansão (Lei 14.064/20) aumentou as penas para casos mais graves: de dois a cinco anos de prisão, além de multa e proibição de guarda. Isso vale para quem maltrata cães e gatos de forma intencional.

Também existe o Decreto Federal 24.645/34, que lista 31 tipos de maus-tratos. Manter o animal preso em espaço inadequado, não dar tratamento veterinário quando necessário, usar o bicho em shows que possam causar sofrimento, tudo isso configura maus-tratos.

Um gato de pelagem bege com preto está na rua. Ele aparenta estar com fome e sede e não ter muitos cuidados.
Andrei310 / Getty Images / Canva

Então, se você vir algo errado acontecendo, denuncie. Pode ser na delegacia comum, na Delegacia de Meio Ambiente, no Ministério Público, em ONGs de proteção animal. Registre provas, se possível. Cada denúncia pode salvar uma vida.

Consequências chegam, sempre, nunca se esqueça disso!

Pessoas que fazem maldade com animais precisam entender algo: as consequências dos seus atos virão. Pode ser aqui, com a justiça, com a exposição pública, com a rejeição social. Pode ser em outro plano, de formas que a gente não controla. Mas sempre vem.

Ninguém sai ileso de causar sofrimento. A vida cobra. E está cobrando cada vez mais rápido, porque a sociedade não tolera mais esse tipo de comportamento. As pessoas estão atentas, filmando, denunciando, pressionando por justiça.

O preconceito e a crueldade precisam acabar

Vivemos tempos em que deveríamos estar evoluídos o suficiente para respeitar todas as formas de vida. Mas ainda tem gente presa em ideias antigas, superstições bobas, falta de empatia.

Se você é dessas pessoas que torcem o nariz para gato preto, que acha normal deixar bicho na rua, que não vê problema em maltratar, saiba: você precisa melhorar. E rápido. Porque o mundo está mudando, as leis estão mais rígidas, e a tolerância para com quem machuca os indefesos está acabando.

Para quem já entendeu, que ama, que protege, que denuncia: continue. Sua atitude faz diferença. Cada animal resgatado, cada denúncia feita, cada adoção responsável muda uma vida. E, no fim, muda também a nossa. Porque cuidar de quem não pode se defender sozinho nos torna pessoas melhores.

Quem ama, protege de verdade

Amor por gato não combina com portão aberto. Muita gente ainda acha normal deixar o gatinho “dar uma voltinha” no bairro. Mas essa liberdade coloca o animal em perigo: atropelamentos, brigas, envenenamento, doenças, desaparecimento.

Quem realmente se importa, tela a casa. E isso não tem nada a ver com dinheiro. Já vi gente em casas simples telando varanda, janela, quintal inteiro. Porque o amor transpassa qualquer barreira financeira. Existe criatividade, adaptação, prioridade. Quando você quer proteger, encontra um jeito.

Castração salva vidas

Outro ponto importante: castrar é fundamental. Gatos se reproduzem rápido. Uma fêmea pode ter até três ninhadas por ano, com quatro a seis filhotes em cada uma. Faça as contas. Em pouco tempo, a situação sai do controle.

Castrar evita abandono, superlotação de abrigos, animais na rua passando necessidade. Além disso, melhora a saúde do gatinho, previne doenças e acaba com comportamentos como marcação de território e fugas.

Um gato preto está em cima de um banco no quintal de uma casa. Uma mulher faz carinho na cabeça dele.
Karola G / Pexels / Canva

Muitas cidades oferecem castração gratuita ou com valores acessíveis. Informe-se na prefeitura, em ONGs, em clínicas veterinárias parceiras de projetos sociais. Sempre tem alternativa.

Adotar, nunca comprar!

Animais não são objetos. Não são produtos. São seres vivos que sentem, sofrem, amam. Comprar animais em loja ou de criadores alimenta um mercado que muitas vezes explora, maltrata e trata os animais como mercadoria.

Adotar é diferente. Você salva uma vida, dá chance para quem está esperando, e ainda ganha um companheiro sem preço. Abrigos e projetos de proteção estão cheios de gatos incríveis, de todas as idades, cores e personalidades.

Se você não pode adotar agora, existem outras formas de ajudar. Apadrinhe um gato. Muitos projetos oferecem essa possibilidade: você contribui mensalmente com uma quantia para ajudar nos custos de cuidado do animal até ele ser adotado. Ou faça doações eventuais, de dinheiro mesmo em baixo valor, de ração, areia, remédios, cobertores, o que estiver ao seu alcance.

Conheça alguns projetos sérios que fazem diferença:

  1. @adotepinda
  2. @adoteumgatinho
  3. @ninhodegato
  4. @adote_gatocao
  5. @adotegatolar
  6. @adote.umgatoresgatado
  7. @natalpet.expoarte
  8. @abrigo.carollborgess
  9. @amigas.dos.gatinhos

Esses perfis no Instagram, alguns trabalham com resgate, e todos com cuidado e adoção responsável. Acompanhe, compartilhe, ajude como puder. Cada gesto conta.

Gatos merecem respeito, cuidado, amor. Independente da cor, do tamanho, da idade. E quem não consegue enxergar isso ainda está perdendo a chance de conhecer companheiros incríveis. A perda é deles. Mas a responsabilidade de proteger os bichos é de todos nós.

Sobre o autor

Giselli Duarte

Sempre fui movida pela curiosidade e pela busca constante por aprendizado. Minha trajetória percorreu diferentes áreas, da carreira corporativa a experiências menos convencionais, como um curso de DJ. Esse caminho diverso ampliou meu repertório e me trouxe a compreensão de que cada fase contribui de forma concreta para o trabalho que realizo hoje.

Com espírito empreendedor desde cedo, iniciei minha vida profissional aos 14 anos como jovem aprendiz e, aos 21, legalizei meu primeiro negócio. Desde então, criei, conduzi e participei de projetos diversos, sempre unindo visão estratégica, organização e consistência na execução.

Atuo na interseção entre marketing, negócios e comportamento humano, apoiando profissionais e empresas na construção de estratégias claras, posicionamento consistente e processos de crescimento bem estruturados. Ao longo da minha trajetória, trabalhei como profissional PJ em projetos para empresas de diferentes segmentos, como engenharia, startups, agências de comunicação e administração de condomínios. Essa vivência trouxe uma visão prática sobre modelos de negócio, tomada de decisão, estrutura e posicionamento em contextos variados.

Sou formada em Marketing, com MBA em Gestão Estratégica de Negócios, pós-graduação em Design Gráfico e Inteligência Artificial aplicada a Growth Marketing. Em paralelo, aprofundei meus estudos em comportamento humano, autoconhecimento e processos de autorregulação, com formações e pós-graduações em Psicanálise Clínica, Constelação Familiar Sistêmica e Inteligência Emocional.

A experiência com o burnout foi um ponto de inflexão na forma como conduzo minha vida e minha atuação profissional. A partir desse momento, o Yoga e a Meditação passaram a fazer parte do meu caminho, levando à formação em Hatha Yoga, à Especialização em Atenção Plena e Educação Emocional, à Formação de Instrutores de Yoga para Crianças, Jovens e Yoga na Educação e Terapias Integrativas. Esse percurso ampliou minha compreensão sobre saúde emocional, atenção e desenvolvimento humano em diferentes fases da vida.

Compartilho esse conhecimento como colunista aqui no Eu Sem Fronteiras. Também atuo como instrutora de meditação nas plataformas Insight Timer e Aura Health, onde desenvolvo práticas e conteúdos em áudio e formato de podcast, voltados ao cultivo de presença, clareza e equilíbrio.

Como autora, publiquei os livros No Caminho do Autoconhecimento, Lado B e Histórias de Jardim e Café, reunindo reflexões e vivências ligadas ao comportamento humano e à forma como nos relacionamos com a vida e o trabalho.

Atualmente, estou à frente da Terapeutas Digitais, uma agência de marketing especializada em profissionais da área terapêutica. Desenvolvo planejamento de marketing, mentoria, estratégia digital, gestão de redes sociais premium e estruturação de posicionamento, comunicação e processos que conectam marca, público e objetivos de negócio.

Minha atuação como mentora de negócios integra marketing, estratégia e autoconhecimento. Parto do princípio de que empreender exige clareza interna, postura e decisões conscientes, e que, muitas vezes, os desafios do negócio estão diretamente ligados à forma como a profissional se posiciona, escolhe e se relaciona com o próprio trabalho.

Também realizo trabalho voluntário como mentora na RME, Rede Mulher Empreendedora, idealizada por Ana Fontes, participando de mentorias pontuais voltadas ao apoio estratégico de mulheres empreendedoras.

Acredito que negócios alinhados com quem somos ganham mais sentido, direção e impacto. É assim que escolho atuar e é esse caminho que sigo construindo.

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Meditação para quem não sabe meditar

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