Cromoterapia

Índigo – Saiba tudo sobre essa cor!

Ondas do mar
Krzysztof Kowalik/Unsplash
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

O índigo é uma cor azul, num dos tons mais escuros e profundos entre o azul e o violeta, que compõe o arco-íris, encontrada por Isaac Newton. Foi uma das cores mais usadas nas indústrias têxtil e gráfica da antiguidade e muito aplicada na atualidade nas roupas feitas com jeans. Saiba mais sobre essa cor e o que ela representa!

A cor azul índigo teve sua utilização registrada no Egito, na Grécia, em Roma, no Peru e no Irã, mas o ponto de partida para disseminar o seu uso foi a Índia, onde foram feitos os primeiros trabalhos empregando o seu tingimento.

Etimologia

Flores azuis
Veronika Koroleva/Unsplash

O nome índigo era conhecido na antiguidade por índigo e glasto, em função de como a extração de corantes era obtida ou em função das plantas das quais se extraíam esses corantes. Ele podia ser obtido da Indigofera tinctoria, da Indigofera suffruticosa, enquanto o glasto era obtido da Isatis tinctoria. Ainda que a forma de obter o glasto e o índigo seja diferente, pois para cada um há uma planta específica, eles são considerados sinônimos.

O termo indicus, cujo significado é “da índia” no latim, se refere ao nome do corante importado desse país. Em 1955, o termo foi incorporado à nossa língua.

História

Pincel com tinta na cor azul
Lorena Martínez/Pexels

Um dos usos mais antigos dessa cor que se tem notícia ocorreu nos Andes Peruanos, 1500 anos antes dos egípcios, contrariando a crença de que os primeiros usos tinham sido no Egito antigo para o tingimento das bandagens das múmias, em aproximadamente 1580 a.C.

O faraó, no Egito antigo, era o único que utilizava a cor, devido ao fato do processo de extração do pigmento ser custoso o que acabava conferindo a importância hierárquica social e política que ele ocupava.

Os registros das viagens de Marco Polo incluem a Índia como o centro de tintura índigo mais antigo do mundo e o primeiro fornecedor da cor para Europa, Roma e Grécia.

Um tipo de tintura com as mesmas características de tom foi descoberto pelos maias, na era pré-colombiana, chamado, mais tarde, de azul maia.

O índigo permaneceu uma cor importante durante a Idade Média e chegou a ser obtido com um tom próximo pela extração da substância de outra planta.

Os principais fornecedores de matéria-prima para a obtenção do índigo foram a Venezuela, a Jamaica e a Carolina do Sul, assim que as Américas foram conquistadas.

Foi no século XIX que se tornou possível obter a cor por meio de um procedimento químico sintético e não mais por meio das plantas.

Cromoterapia da cor índigo

Mulher deitada em uma maca fazendo cromoterapia
Elena Vagengeim/123RF

A cor índigo é utilizada na cromoterapia para tratar das pessoas que precisam superar o medo ou apresentam doenças mentais.

Na religião hindu, ela corresponde ao chakra do terceiro olho, conhecido como Ajna, o sexto chakra e se situa num ponto entre as sobrancelhas. Ele está ligado às capacidades intuitivas e à percepção sutil.

A glândula pineal, localizada no centro do cérebro e no meio da testa, por sua vez, tem relação com as capacidades intuitivas e a percepção sutil e possui semelhanças com o globo ocular, por isso, terceiro olho.

A cor auxilia no desenvolvimento de uma melhor consciência do ser, na compreensão das situações da vida e na plenitude da existência. Ela promove a serenidade e o autoconhecimento. É aplicada para purificar, limpar, clarear, relaxar e liberar a mente e o corpo físico dos medos, dos pensamentos destrutivos, dos sentimentos de inferioridade e das fobias.

Ela é ainda utilizada nos tratamentos de cura da visão, da audição, dos distúrbios do sono, dos pesadelos, das dores de cabeça, da depressão e de tudo o que envolve a desestabilização do chakra frontal.

Significado

Tela pintada de azul
Steve Johnson/Pexels

Desde a sua origem, a cor índigo está relacionada à realeza, ao luxo e à riqueza. Era usada nos brasões para retratar a nobreza da família.

Também é atribuído a ela um significado de espiritualidade, conhecimento, criatividade, intuição e percepção elevada.

As pessoas que a possuem na aura são humildes, afetivas e voltadas à intelectualidade e à espiritualidade.

Outros significados associados à cor são: autenticidade, confiança, amizade, razão, lógica e autoconhecimento.

O índigo é um símbolo cultural dos tuaregues, povo nômade do deserto do Saara, cujos homens cobrem a cabeça com os “tagel musts” tingidos nessa cor e para os quais tanto o tecido como o tom representam maior ou menor importância social.

O modelo 501 das calças jeans, patenteado em 1873, por Levi Strauss, inicialmente era produzido em cor diferente da índigo. A partir da última década do século XIX, passou a ser tingido de azul, porém com anilinas. Nas décadas de 1960 e 1970, as calças foram popularizadas na Europa e nos Estados Unidos e se tornaram um símbolo de ruptura com o sistema, um ícone de liberdade e de emancipação, conferindo ao índigo a ideia de transformação.

Como obter a cor índigo?

Flor azul
Alex Martin/Pexels

É possível obter a cor índigo por meio de dois processos: um natural e o outro artificial.

No processo natural, as folhas das plantas Indigofera tinctoria e Indigofera suffruticosa são maceradas e, assim que ocorre a oxidação, surge o tom específico entre o azul escuro e o violeta. Então uma pasta é feita e a partir dela se tinge qualquer material.

Também é possível obter a cor usando como fonte o lápis-lazuli e a pasta obtida da planta Indigofera arrecta.

O processo artificial foi desenvolvido no final do século XIX e início do século XX, pelo químico alemão Adolf von Baeyer, sem resultados industriais, pois não se mostrou financeiramente viável e econômico.

Foi o suíço Karl Heumann quem, em laboratório, chegou à síntese ideal da cor índigo e ampliou para outros laboratórios e indústrias que passaram a produzir o pigmento chamado de azul da Prússia.

Quando usar a cor índigo?

Abajur azul ao lado de uma parede azul
Stefan Straka/Pexels

A cor índigo pode ser utilizada quando houver distúrbios da visão e da audição, processos inflamatórios, para labirintite, para restabelecer o equilíbrio e a paz interior, para influenciar a positividade e a concentração e para eliminar dores de cabeça.

Se usada em ambientes carregados de tensão, a cor proporcionará libertação e, em casos de enfermidades, a luz direta na região afetada, auxilia nos processos inflamatórios e atua como anestésico, anti-hemorrágico e cicatrizante.

Como usar a cor índigo

Jaqueta jeans ao lado de um sapato e uma calça azul
Olga Yastremska /123RF

A cor índigo pode ser usada na iluminação dos ambientes da casa ou do trabalho (se houver essa liberdade), nos objetos de decoração, nas cores das roupas e de acessórios, nos alimentos ou mentalizando um feixe de luz da cor sobre uma área necessitada.

Aplicações da cor no cotidiano

O uso mais comum do azul índigo é nas roupas de algodão e de jeans, mas também é empregada para dar um tom profundo à lã, como corante alimentício e na detecção de anormalidades nos rins.

Excesso de cor índigo

Tecido jeans em tons azuis
Cody Berg/Unsplash

Qualquer coisa que esteja fora de equilíbrio pode causar danos. Assim também ocorre com o excesso de uso da cor índigo, pois pode desencadear sentimentos distorcidos de superioridade, egocentrismo e megalomania.

Como você pode notar, o azul índigo é uma cor antiga, mental e profunda. Muito comum em jeans, as pessoas estão acostumadas a ela e grande parte da população mundial a tem como cor preferida.

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Em algumas empresas e emissoras de televisão, há um incentivo no uso da cor azul índigo no vestuário, porque se atribui a ela uma característica de respeito e de seriedade. Reflita sobre o assunto e avalie o grau de importância que essa cor tem para você. Conheça também a cromoterapia!

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