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Inseminação artificial, mãe solo, gravidez depois dos 35?

Mulher olhando para um teste de gravidez positivo e rindo.
123rf/rawpixel
Carolina Zambelo
Escrito por Carolina Zambelo

Se essas questões rondam seus pensamentos esse texto é pra você

Confesso que decidir escrever sobre gravidez depois dos 35, maternidade solo e inseminação artificial foi algo bem desafiador, por se tratar de um assunto que mexe muito com as minhas emoções e que, mais do que nunca, está vivíssimo e pulsante aqui dentro do meu coração.

Vou resumir a minha história para contextualizar o assunto. Completei 35 anos agora em fevereiro de 2020. Meu sonho sempre foi ser mãe e queria realizá-lo antes dos 30. Fui casada por quase 7 anos, dos 23 aos exatos 30 e, quando estava com meus 27, resolvi que era o momento. Mas acabou não rolando e aí você pode chamar do que quiser, acaso do destino, vontade de Deus, não era a hora…

Mulher grávida sentada, olhando para fotos de um bebê em ultrassom.
123rf/Anusorn Sutapan

Depois da minha separação, fui diagnosticada com a SOP (Síndrome do Ovário Policístico), segui um tratamento pautado na alimentação saudável e na atividade física e hoje nos meus exames constam apenas micropolicistos, que segundo a ginecologista não impedem em nada uma gravidez.

Nesses 5 anos pós-separação cheguei a me relacionar com algumas pessoas, mas hoje estou solteira e sem previsão de um relacionamento estável a ponto de gerar uma vida (risos). Na contra mão, o relógio biológico está cada vez mais acelerado e me sinto, mais do que nunca, preparada para viver a maternidade.

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Só que, se a gente for analisar a situação pelo olhar social, a conta não fecha, não é mesmo? E há algum tempo venho namorando a ideia de realizar uma inseminação artificial, o que esse ano está caminhando para sair do plano ideal para se tornar concreto.

Precisamos refletir muito e alinhar chakras, emoções, expectativas, pressão social, familiar, autocobrança, insegurança e uma enxurrada de coisas que chegarão sucessivamente até nós para colocar em xeque nossa decisão de ser mãe.

Claro que eu seria muito feliz em ter um companheiro para dividir o amor, o cuidado e a formação de um serzinho, mas não acho “justo” ter que limitar a realização de um sonho a encontrar alguém na vida. E se a ciência evoluiu ao ponto de permitir que possamos experienciar a maternidade solo, por quê não?!

A decisão foi tomada e meu próximo passo é me organizar financeiramente para isso, já que estamos falando de um procedimento que vai exigir, não só muito equilíbrio emocional, mas também um significativo investimento monetário.

Para mim está tudo bem. Me mantenho tranquila e, como sempre, confiante de que Deus, juntamente comigo, trabalha para realizar o que for melhor para a minha alma.

Se você também tem pensado nessas questões e, talvez esteja insegura, sentindo-se cobrada ou pressionada, queria compartilhar algumas coisas que tenho dito para mim durante todo esse processo:

Não importa se você vai ter uma gravidez depois dos 35. Na real, não importa a idade que terá quando isso acontecer. O importante é você estar certa da sua decisão, feliz e saudável para gerar uma vida que te mudará para sempre;

Mulher madura grávida, sentada, e apoiada com os braços para trás.
123rf/Adi Ciurea

Muitas mulheres são mãe solo e sabemos o quão desafiador pode ser. Mas você irá desempenhar esse papel da melhor forma possível, dentro dos seus conhecimentos, e vai vivenciar todas as situações necessárias para sua evolução e também do seu bebê.

A inseminação artificial é um recurso maravilhoso e está aí para ser utilizado quando necessário. Não há nada de errado nisso!

E acima de tudo, tranquilize-se, confie e entregue. Tenha certeza, porque eu tenho, de que o melhor para as nossas almas vai acontecer.

Que no tempo certo e da maneira que tem ser a gente possa realizar esse sonho de um dia sermos chamadas de mãe!

Aho

Namastê.

Sobre o autor

Carolina Zambelo

Carolina Zambelo

Uma eterna buscadora de mim mesma!

Atuando como facilitadora da jornada de autoconhecimento, thetahealer, escritora e jornalista.

Cursos e vivências: thetahealing, inteligência emocional, escrita curativa, círculo de mulheres, sagrado feminino, cura por meio da dança, desenvolvimento por meio da criatividade.

Papéis desempenhados e características: aquariana, mãe do Dudu e Didu (filhos de quatro patas), tia da Bella e do Matheus, otimista por vocação, muita fé em Deus e na vida e sempre em busca da minha melhor versão.

Desde pequena sou ligada aos assuntos que envolvem esse mundo “oculto”, sempre acreditei em forças superiores, e que a vida é algo muito além do que nossos olhos são capazes de enxergar, pelo menos os olhos físicos.

Como um ser que ainda não se iluminou, coleciono tropeços, lágrimas, recomeços, mas também acertos lindos, sorrisos e muito amor!

Meu desejo é que meus conhecimentos humanos, espirituais e profissionais possam levar muita coisa boa para o maior número de pessoas possível e transformar vidas. Inclusive foi por esse motivo que ainda criança decidi ser jornalista. Sempre acreditei que a informação revoluciona e é capaz de mudar o mundo.

Que essa missão perpetue e que seja incrivelmente linda para todos nós.

Gratidão. Aho. Namastê!

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