Saúde Integral

Musicoterapia no combate a doenças

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

A música é muito mais do que um passatempo ou um entretenimento. Ela pode trazer benefícios tanto para o corpo, como para a mente e, por isso, tem sido adotada por especialistas como uma forma alternativa de tratamentos para algumas doenças.

A musicoterapia consiste em usar os elementos da música – som, ritmo, harmonia e melodia – para a reabilitação física, mental e social de indivíduos ou grupos. Assim a terapia pode ser tão eficaz quanto às fórmulas vendidas em farmácias.

Ao ouvir uma música, é possível descrever exatamente as reações que o seu corpo apresenta, por exemplo, dependendo da canção, sua respiração pode ficar mais ofegante, os batimentos cardíacos podem estar mais acelerados ou mais leves, a pressão sanguínea pode aumentar ou diminuir, etc. Além disso, assim como ter relações sexuais ou comer chocolate, a música ativa o centro do cérebro, liberando dopamina – a molécula da motivação – trazendo a sensação de prazer e bem-estar.

As terapias com notas musicais podem ser divididas em etapas. Primeiro são coletados dados do paciente, como história pessoal, histórico clínico e demais informações, pois assim o especialista pode ter uma visão ampla sobre como pode ajudá-lo. Depois disso, o tratamento é iniciado em uma sala especial, com acústica adequada. Durante as sessões músicas e diversos recursos sonoros como vozes, instrumentos e até mesmo ruídos são utilizados. No decorrer da terapia o especialista vai registrando as reações do paciente até que tenha um panorama final do quadro.

A musicoterapia é indicada para pessoas com distúrbios de comunicação como deficiência na fala, gagueira, etc, além de problemas neurológicos, lesões cerebrais, dislexia, autismo, esquizofrenia, depressão, estresse e hiperatividade. O tratamento também tem sido eficaz para auxiliar aidéticos e pessoas com câncer.  

Cláudio Vinicius Froes Fialho é musicoterapeuta do Hospital da Criança de Brasília, por lá a terapia funciona como parte da estratégia nos tratamentos. Tânia Pessoa, mãe de Carolina, 15 anos, que faz tratamento de quimioterapia diz que “A quimioterapia dá o suporte para o corpo físico. E a música dá suporte para a alma”. Cláudio revela “estou trazendo ela para um ambiente sonoro. Ela está se suspendendo do ambiente do hospital, de alguma maneira. A partir daí, eu sinto que o trabalho já está sendo feito”.

A fisioterapeuta do hospital, Patrícia Pinheiro, que acompanha crianças com paralisia cerebral, também reconhece o trabalho do musicoterapeuta e, segundo ela, a atenção das crianças mudou significativamente depois dos exercícios da musicoterapia.

Vale ressaltar que não há restrição de idade para iniciar a musicoterapia, podendo ser aplicada em bebes e até em pessoas idosas. De acordo com os especialistas os primeiros resultados começam a surgir após a décima sessão.


  • Texto escrito por Natália Nocelli da Equipe Eu Sem Fronteiras.

Sobre o autor

Eu Sem Fronteiras

Eu Sem Fronteiras

O Eu Sem Fronteiras conta com uma equipe de jornalistas e profissionais de comunicação empenhados em trazer sempre informações atualizadas. Aqui você não encontrará textos copiados de outros sites. Nossa proposta é a de propagar o bem sempre, respeitando os direitos alheios.

"O que a gente não quer para nós, não desejamos aos outros"

Sejam Bem-vindos!

Torne-se também um colunista. Envie um e-mail para [email protected]