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O que é inteligência emocional?

Rede de alfinetes e fios em forma de coração dentro de uma cabeça humana.
pogonici / 123RF
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Você se considera uma pessoa inteligente? Para responder a isso, talvez você analise quais eram as suas notas na escola ou na faculdade ou pense na quantidade de vezes que você foi capaz de realizar uma conta matemática com perfeição.

Normalmente, associamos a inteligência à capacidade de absorção e aplicação de um conteúdo, então uma pessoa inteligente é considerada aquela que sempre tirou boas notas e que consegue aplicar inúmeros conhecimentos no dia a dia.

Mas você sabia que existem outros tipos de inteligência? Talvez você não tenha muita habilidade em matemática, mas saiba escrever um texto muito bem. Ou então tem mais facilidade para aprender e reconhecer músicas. Pense sobre as suas aptidões!

Dessa forma, as nossas capacidades de resolver ou absorver uma situação de maneira lógica, seguindo a racionalidade, são fundamentais para definir a nossa inteligência. No entanto os nossos sentimentos e as nossas emoções também são importantes. Para Daniel Goleman, jornalista científico estadunidense, a inteligência emocional é tão importante quanto as outras.

O que é inteligência emocional?

A primeira vez que o termo “inteligência emocional” apareceu foi em 1990, nas palavras dos pesquisadores Peter Salovey e John Mayer. Apesar disso, a popularização da expressão aconteceu só em 1995, quando Daniel Goleman publicou um livro com essa expressão no título. Desde então, o jornalista é conhecido como o pai da inteligência emocional.

Esse termo se refere à habilidade de uma pessoa de utilizar a razão para compreender as próprias emoções e as de outras pessoas. A partir disso, é possível administrar nossos estados emocionais, agir com empatia, com compreensão e com motivação, facilitando a convivência em sociedade e a resolução de problemas.

A inteligência emocional também pode ser analisada por meio de cinco componentes principais: autoconsciência emocional (compreender os próprios sentimentos); autorregulação emocional (controlar condutas de acordo com impulsos emocionais); motivação (direcionar a própria energia para uma meta); empatia (compreender o estado emocional de outrem) e habilidades sociais (responder adequadamente aos estímulos externos).

Ainda que muitas pessoas possam concordar que ter ciência de suas emoções e das emoções dos outros é essencial para solucionar problemas, em geral, a inteligência é muito associada à aplicação da lógica. Então é como se emoção e razão não pudessem ser unidas em uma só habilidade.

Inclusive, há quem acredite que a única maneira de medir a inteligência de uma pessoa é com um teste de quociente intelectual (QI), que reúne uma série de exercícios envolvendo lógica. Porém, segundo Goleman, o QI representa apenas 20% do que uma pessoa precisa para ter sucesso. Os outros 80% são definidos pelo quociente emocional (QE).

Sendo assim, observamos que o sucesso de uma pessoa está diretamente relacionado à maneira como ela é capaz de lidar com o que sente. Afinal, se uma pessoa se sente muito estressada, por exemplo, e não toma uma atitude para se sentir melhor, é provável que o rendimento dela em outros tarefas comece a cair.

Mulher grita com as mãos na cabeça.
Atul Choundhary / Pexels

Ou seja, desenvolver a inteligência emocional no dia a dia é sinônimo de ter os instrumentos certos para lidar com situações complicadas, para se relacionar melhor com as outras pessoas, para se conhecer melhor e para gerir as próprias emoções. Com essas habilidades, suas outras inteligências e o seu desempenho em diversas áreas da sua vida podem se destacar.

Como desenvolver a inteligência emocional?

A melhor maneira de desenvolver a inteligência emocional é a partir do autoconhecimento. Esse processo pode ser realizado até mesmo com auxílio psicológico profissional, mas separamos outros meios de te ajudar com isso. Confira!

1) Observação de si

O primeiro passo para compreender as suas emoções é observar os seus comportamentos. Como as suas emoções estão controlando seu jeito de lidar com os problemas e de agir com outras pessoas? O que poderia ser melhorado nesse processo?

2) Domínio de emoções

Dominar as próprias emoções é um processo longo e que exige esforço, mas é possível. Pratique meditação, exercícios físicos ou de respiração para lidar melhor com a impulsividade, com o estresse, com a raiva e com a negatividade.

3) Controle de emoções negativas

Compreender que não temos apenas emoções positivas faz parte do bom uso da inteligência emocional. Porém não podemos permitir que as emoções negativas nos consumam. Elas devem ser analisadas, compreendidas e dominadas.

Mulher com os dedos presos entre os próprios cabelos.
Kat Jayne / Pexels

4) Desenvolvimento da autoconfiança

A autoconfiança de uma pessoa é o que permite que ela reconheça suas qualidades e seus defeitos e saiba como amplificá-las ou como resolvê-los, respectivamente. Saiba que você não é uma pessoa perfeita, mas que as suas habilidades podem te levar ao sucesso!

5) Controle de situações estressantes

As situações de estresse e de tensão sempre acontecerão. Por causa disso, precisamos aprender a lidar com elas da melhor forma possível, para evitar que algo pequeno se torne uma avalanche. Organize-se e se programe para evitar o acúmulo de tarefas.

6) Liberdade de expressão

Não se reprima! Fale sobre os seus sentimentos e sobre as suas emoções com as pessoas que estão ao seu redor ou que têm um relacionamento íntimo com você. Dessa forma, será possível entender mais sobre o que você sente e construir laços mais profundos.

Mulher falando em um megafone.
Andrea Piacquadio / Pexels

7) Desenvolvimento da empatia

Dedique seu tempo a conhecer as pessoas, a ouvi-las e a compreender as emoções que elas sentem. Ainda que você não consiga se colocar no lugar delas, deve ser capaz de respeitar e de validar os sentimentos que estão aquém da sua experiência.

8) Exercício da resiliência

Com resiliência, uma pessoa consegue compreender o que está acontecendo ao redor dela, e, mesmo quando são problemas difíceis de superar, ela tem a capacidade de se manter firme e focada, sem se deixar levar por sentimentos negativos.

9) Resposta em vez de reação

Se fôssemos agir seguindo apenas nossas emoções, sem analisá-las, estaríamos sempre reagindo às situações, em vez de responder a elas. Quando respondemos, pensamos sobre o que estamos sentindo e sobre como aproveitar essa emoção de maneira positiva.

10) Compreensão dos próprios limites

Se você não reconhecer os seus limites, outras pessoas não o farão. Ao desenvolver seu autoconhecimento, descubra o que você consegue e o que não consegue fazer para evitar que uma sobrecarga de tarefas caia sobre você e prejudique seus sentimentos.

Conteúdos sobre inteligência emocional

Para se aprofundar no asssunto inteligência emocional, existem alguns conteúdos complementares que podem interessar. Conheça alguns deles a seguir!

1) Livro “Inteligência Emocional”, Daniel Goleman, 1995;

2) Podcast “Vivendo com Inteligência Emocional”, Ricardo Piovan;

3) Livro “Inteligência Emocional 2.0 – Você Sabe Usar A Sua?”, Travis Bradberry e Jean Greaves, 2009;

4) Palestra online “Inteligência Emocional com Gustavo Reis”

5) Perfil do Instagram “@inteligencia.emocional”

Benefícios de desenvolver a Inteligência Emocional

A partir do que foi apresentado nos outros tópicos, você já deve conhecer alguns dos benefícios de desenvolver a inteligência emocional. Em primeiro lugar, você se tornará alguém que compreende o seu próprio interior, aprendendo como lida com determinadas situações e entendendo seus sentimentos com propriedade.

Mulher sentada sobre pedras observa o mar.
Eternal Happiness / Pexels

Em segundo lugar, você terá autocontrole em relação aos seus sentimentos. Ao sentir estresse, raiva, tensão, desânimo ou qualquer sensação ruim, você saberá o que fazer para agir sem que essas emoções controlem você. As suas atitudes serão norteadas pela razão, ainda que você não abra mão daquilo que sente.

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Em terceiro lugar, você se tornará uma pessoa mais empática, que é capaz de ouvir e de compreender o outro, que sabe como agir em situações sociais. Dessa forma, será mais agradável estar perto de você, visto que você será alguém confiável, atencioso, acolhedor e divertido.

A partir de tudo o que foi apresentado, compreendemos que a inteligência emocional é uma forma de entender e de controlar os nossos sentimentos. Assim, somos capazes de avaliar as emoções alheias e desenvolver empatia por elas. Quanto mais utilizarmos a nossa razão em parceria com os nossos sentimentos, mais sucesso teremos em nossas vidas. Experimente!

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