Saúde Integral

O que são Linfonodos e para que servem?

A não ser que você seja médico, goste de estudar biologia e medicina ou já tenha tido um problema de saúde relacionado a eles, é provável que nunca tenha ouvido falar sobre os linfonodos, que são pequenos órgãos espalhados pelo nosso corpo essenciais ao sistema linfático.

Se você nunca ouviu falar sobre os linfonodos, mas quer descobrir tudo sobre eles e entender de que forma eles podem ajudar (ou prejudicar) a sua saúde, além de compreender o que é possível fazer para cuidar do funcionamento correto deles, confira este artigo que preparamos e que explica todos os detalhes sobre os linfonodos.

O que são linfonodos e quais são suas funções?

Também conhecidos como gânglios linfáticos, os linfonodos são pequenos órgãos que estão espalhados por todo o corpo, como na virilha, no pescoço e nas axilas. Todos eles estão ligados a vasos linfáticos, garantindo o perfeito funcionamento do sistema linfático, responsável por garantir que os líquidos presentes nos espaços teciduais retornem para a circulação sanguínea. Formam o sistema linfático, além dos linfonodos, a amígdala, o timo, a medula óssea, o baço e o apêndice.

Cada linfonodo tem um tamanho. Enquanto alguns têm apenas 1 milímetro de comprimento, outros chegam a ter 2 centímetros. O formato é semelhante a um caroço de feijão. Em geral, a estrutura deles é formada por um núcleo chamado hilo, onde há medula e por onde entram e saem veias e artérias. Vasos linfáticos saem de todas as direções deles.

Ilustração de Linfonodos
gritsalak / 123RF

Dentro dos linfonodos podem ser encontradas células como macrófagos, linfócitos B e plasmócitos, além de células reticulares e células foliculares dendríticas. Como a célula mais comum é o plasmócito, que é essencial ao sistema imune, podemos dizer, em resumo, que a principal função dos linfonodos é cuidar da nossa imunidade.

Além disso, outra função dele é fazer a filtragem da linfa, um líquido incolor que tem composição semelhante à do plasma sanguíneo, o que garante que sejam removidas partículas estranhas, que poderiam entrar no sistema circulatório quando a linfa retornasse para ele. Essa remoção de partículas estranhas acontece justamente porque os linfonodos são ricos em células do sistema imunológico.

Os linfonodos e a linguagem do corpo

A linguagem do corpo é uma terapia alternativa pseudocientífica que defende que todos os problemas emocionais, psicológicos e sentimentais que nos afligem podem ter consequências sobre a nossa saúde física. Portanto, de acordo com essa teoria, caso tenhamos desalinhamentos psicológicos ou sentimentais, esses desacertos podem se manifestar em nosso corpo, afetando o funcionamento dele e/ou de uma de suas partes.

De acordo com a linguagem do corpo, problemas nos linfonodos podem ser desenvolvidos quando temos dificuldade de filtrar aquilo que recebemos, sentimos e pensamos, então isso acaba se refletindo justamente nessa parte do nosso corpo que é responsável por fazer a filtragem de partículas estranhas que poderiam entrar em nossa corrente sanguínea.

Pelúcias de emoji representando emoções
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Sabe quando você ouve diversos lados de uma história para conseguir chegar a alguma conclusão mas isso só aumenta a sua confusão? Sabe quando você está tão imerso em mágoas e raiva que não conhece deixar esses sentimentos para trás para chegar a alguma conclusão racional? Sabe quando seus pensamentos estão acelerados e você pensa em mil e um fatores mas não consegue chegar a uma conclusão justamente por estar pensando em milhares de coisas ao mesmo tempo? Todos esses problemas estão relacionados a não conseguir fazer essa filtragem.

Quando, portanto, temos dificuldade de organizar as nossas emoções para ficarmos somente com aquilo que importa, isso pode se refletir na nossa saúde física, afetando nosso sistema linfático e atrapalhando as funções dele, que são justamente as de filtragem do organismo.

Problemas nos linfonodos

O principal problema que pode afetar os linfonodos é conhecido popularmente como íngua, ou gânglios aumentados, mas também é reconhecido por seu nome mais técnico: linfonodomegalia. Essa doença é caracterizada por uma infecção ou inflamação nos linfonodos, que podem surgir por vários fatores, sejam eles graves, como câncer, seja algo mais simples, como irritação na pele.

O principal sintoma da doença é o acúmulo de pontos e manchas vermelhas pelo corpo. A linfonodomegalia pode ser localizada, quando os gânglios inflamados ficam próximos do local da infecção, ou generalizada, quando se trata de uma infecção sistêmica, que dura muito tempo e acaba se espalhando pelo corpo.

Essas ínguas costumam ser passageiras, por terem causas benignas, e geralmente desaparecem em um período de 3 a 30 dias. Caso, porém, elas cresçam mais do que 2 centímetros, durem mais de 30 dias ou surjam associadas a condições como perda de peso e febre, é essencial procurar um médico, porque essas linfonodomegalias podem acabar sendo apenas sintomas de um problema maior, mais preocupante e que, por esse motivo, exija mais atenção.

Pessoa medindo a própria temperatura
olina Tankilevitch / Pexels

Entre as condições graves que podem causar ínguas estão infecções agudas, tumores e doenças autoimunes, como a aids. Entre as condições menos severas que trazem essas lesões estão faringites, resfriados, gripes, otites, conjuntivite, acnes inflamadas, herpes, cáries, gengivites, periodontite, entre outras.

Além das ínguas, outro problema, esse mais grave, também acomete os linfonodos. É o linfoma, um câncer que afeta os linfócitos e, consequentemente, os linfonodos. Esse tipo de câncer pode se desenvolver em outros pontos do sistema linfático, mas é comum que comece nos linfonodos da axila, da virilha e do pescoço.

Em geral, os principais sintomas são surgimentos de caroços, febre, cansaço excessivo, suor noturno e emagrecimento excessivo e sem motivo aparente. Há dois tipos de linfoma, o linfoma de Hodgkin, que afeta células de defesa do corpo específicas, a exemplo dos linfócitos do tipo B, e o linfoma de não Hodgkin, que se desenvolve a partir dos linfócitos B e T.

O diagnóstico desse tipo de câncer costuma ser feito por meio de exame de sangue e, em seguida, por meio de biópsia da medula óssea. Os tratamentos possíveis incluem transplante de medula óssea, quimioterapia e radioterapia. Se diagnosticado precocemente, as chances de cura costumam ser altas.

O que fazer para ter linfonodos saudáveis

Na literatura médica, não há indicações de cuidados preventivos dos linfonodos, mas há ações que podemos tomar e que protegem o nosso sistema linfático como um todo dos linfonodos, passando pelo timo, pelo baço e por todos os outros órgãos e as estruturas que formam o sistema linfático. Confira a seguir quais são essas medidas preventivas que podem ser adotadas para um cuidado mais apurado com o sistema linfático:

— Pratique exercícios físicos: o movimento da linfa entre os órgãos do sistema linfático depende das contrações dos músculos circundantes, então mover-se e praticar exercício físico é essencial para cuidar do sistema linfático de maneira adequada.

— Reduza o estresse: quando mais calmos e relaxados estamos na vida, mais a circulação da linfa é estimulada em nosso corpo, portanto práticas como yoga, pilates e exercícios de respiração profunda são ótimos aliados no combate ao estresse do dia a dia.

— Hidrate-se: os processos do sistema linfático são compostos 95% de água, portanto estar hidratado é essencial para que ele funcione corretamente. Beber água com limão também é uma boa opção para fazer desintoxicação, porque hidrata o corpo e também estimula um ambiente alcalino. Por fim, a água deixa a linfa menos espessa.

Copo cheio de água
olina Tankilevitch / Pexels

— Use óleos essenciais: os óleos essenciais podem desintoxicar os tecidos e melhorar o fluxo da linfa, o que, como vimos, ajuda a remover substância tóxicas do nosso organismo. Como a automedicação não é recomendada, não sugeriremos óleos essenciais para a melhor do sistema linfático, porque o recomendado é procurar um especialista em aromaterapia para receber a indicação correta.

— Faça drenagem linfática: essa técnica, que deve ser feita por um profissional qualificado, estimula a circulação e a drenagem de fluidos, toxinas e outros resíduos, promovendo uma eliminação adequada. É considerada uma ótima terapia descongestionante.

— Cuide da alimentação: evite uma dieta rica em gordura e carboidratos, porque eles afetam o seu sistema imunológico e os vasos linfáticos do intestino são suscetíveis a disfunções, especialmente em casos de dietas pouco saudáveis.

— Dê risada (sim!): um estudo publicado em 2009 por dois pesquisadores da Western Kentucky University, dos Estados Unidos, mostrou que, quando rimos, a respiração diafragmática estimula uma forte pressão negativa no ducto torácico, o que faz com que o líquido linfático busque uma área de menor pressão e, consequentemente, dispare a linfa para cima e para fora por meio dos vasos linfáticos.

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— Procure a ayurveda: a ayurveda, um sistema de medicina alternativa desenvolvido na Índia há mais de 7 mil anos, tem uma técnica chamada escovação a seco que ajuda a remover as células mortas da pele, bem como resíduos tóxicos. Portanto estimula glândulas sudoríparas, abre os poros e promove a circulação linfática subjacente.

Se você notar alguma alteração ou algum comportamento estranho no seu corpo e imaginar que ele esteja relacionado ao sistema linfático, marque uma consulta com um médico angiologista, que é especialista nos sistemas circulatório e linfático. Somente após uma consulta é que ele poderá orientá-lo a respeito de exames e tratamentos, se forem mesmo necessários.

Apesar de serem bastante desconhecidos pelas pessoas, os linfonodos, como vimos, têm uma função essencial em nosso organismo, já que são responsáveis pela eliminação de substâncias nocivas ao nosso corpo. Estar atento aos cuidados com o sistema linfático é essencial para mantermos a saúde em dia e evitarmos males a curto e longo prazo. Cuide do seu corpo. Cuide de si mesmo!

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