Educação dos filhos

Pais fantásticos! Feliz Dia das Mães!

Pai e filho sentados em uma rede. O menino olha para o pai e ambos sorriem. A imagem é em preto e branco.

Eles também passam pela experiência de dupla função pai/mãe e sentem as mesmas inseguranças que nós, mulheres. “Será que o remédio está fazendo o efeito?”, “O lanche da escola! Tenho que lembrar de deixar pronto!”, “Não vi o dentinho cair…”, “Na próxima sexta, às 09h00 tem apresentação na escola. Céus! Esses colégios não sabem que temos de trabalhar?!”. E por aí vai…

Quando a guarda é compartilhada, outras questões aparecem, pois as diferenças entre o ex-casal não mudaram e as opiniões sobre a educação dos filhos podem ser mais diversas ainda.

Na minha experiência, tanto pessoal quanto de consultório, os melhores resultados sempre ocorrem quando os pais e as mães entendem que os filhos vieram dos dois e precisam de uma coerência de opiniões quando se trata da educação deles. Esse é um ponto que pesa no equilíbrio das relações.

As crianças não vão facilitar essa tarefa, pois ela pertence aos adultos. Criança aproveita qualquer brecha que percebe quando os pais ficam inseguros e contraditórios. Não é por maldade, é uma questão de sobrevivência. Mas o alerta é válido: o troco vai chegar.

Pai segura criança no colo e dá um beijo em sua cabeça.

Se os adultos não agirem como tais e não superarem as diferenças nesse sentido, vão sentir o peso do desequilíbrio dos adolescentes e jovens que seus filhos se tornarão. Fica a dica.

Outro ponto importante é saber que se a mãe da criança (isso também serve para o pai) mantém algum contato com ela, você, que fica mais tempo, deve permitir que esse outro exerça o seu papel também. Ou seja, responsabilidades devem ser divididas e posturas prejudiciais à criança precisam ser alertadas. Isso não é fácil, porque se o ex-casal se desse totalmente bem, não teriam se separado. Mas o meio-termo é alcançável, pode acreditar.

Retomando os elogios aos nossos queridos pais/mães, é bonito ver o cuidado meio atrapalhado, mas tão zeloso quanto possível, ao lidar com as necessidades dos pequenos.

O dia a dia pode ser estressante para qualquer um, mas tenho certeza de que, no fim das contas, as alegrias superam o esforço e o orgulho com as pequenas/grandes conquistas de seus rebentos incentiva à continuidade da tarefa tão exigente que é ajudar a transformá-los em pessoas felizes e saudáveis.

Pai segura seus dois filhos no colo, os três sentados na grama em um campo aberto. Todos sorriem.

Precisamos de mais pais conscientes, precisamos de mais pessoas felizes, que se conheçam o suficiente para saberem o que é melhor para si.

As crianças estão precisando de adultos mais amorosos e felizes para que elas vejam que vale a pena viver e estar aqui. Algumas estão desistindo antes de alcançarem a adolescência. Isso é triste. Conversaremos mais sobre isso em outro momento.

Cumprimento respeitosamente esses pais que também são mães e que vivenciam as duas facetas dessa experiência maravilhosa e complexa de gerar, educar e aguardar o resultado do amor que depositaram nesses seres que lhes foram confiados.

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Tenham fé! Eles crescem e fazem as próprias escolhas. Esperemos que sejam sábias.

Que no Dia das Mães vocês também se sintam contemplados.


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Sobre o autor

Leila de Sousa Aranha

Sou psicóloga clínica, formada em Jornalismo e com Mestrado em Psicopatologia e Saúde, com o tema de pesquisa sobre o Perdão Interpessoal.
Atendo pessoas de todas as idades em consultório particular há 15 anos e gosto muito do ser humano, de acompanhar o seu desenvolvimento e auxiliar a melhor lidar com as situações de sua etapa de vida.

Sou divorciada e mãe de duas mulheres de 31 e 27 anos. Gosto de arte marcial e treino Aikido. Sou vegetariana, aprecio a natureza e os animais e gosto de encontrar meus amigos com frequência.

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