Autoconhecimento Coaching

Sobre o tal amor incondicional

Juliana Moura
Escrito por Juliana Moura
Hoje tenho um pedido não só para os pais, mas para todos aqueles que têm uma criança em suas vidas. Por favor, ensinem a eles o amor incondicional.

Fale sobre as emoções, sobre a necessidade de trabalharmos nossos impulsos negativos. Explique sobre como a vida pode ser melhor quando temos empatia e conseguimos viver em harmonia, porém deixe o pequeno saber que não somos seres perfeitos, e que não será um rompante de raiva, birra ou teimosia que fará dele um ser humano ruim ou “feio”.

Mostre a ele o poder da palavra e do silêncio, mas não o faça falar se ele não quiser, e não o mande calar se ele desejar falar. Pessoas introvertidas e extrovertidas têm necessidades diferentes.

Dê exemplo de boa alimentação e faça com que ele saiba da importância de praticar exercícios para se ter uma vida longa e saudável, porém não o chame de preguiçoso caso ele não queira ser o atleta da turma.

Compartilhe com ele a beleza, fale sobre harmonia, alegria e cores. Faça com que ele tenha contato com a natureza e aprenda a enxergar a beleza nas pequenas coisas, inclusive em si mesmo.

Deixe claro que existem boas e más escolhas, e que quando não estamos preparados podemos optar por fazer escolhas ruins e que teremos consequências a enfrentar. Deixe mais claro ainda que estas consequências, por mais que possam doer em nós, deverão ser arcadas por ele; entretanto explique que errar é humano e que seu amor não depende de que ele faça apenas boas escolhas.

Mostre-o como é importante ser comprometido, se dedicar aos estudos, adquirir conhecimento, ler, aprender, porém deixe-o saber que seu amor não está condicionado a boas notas.

Dê exemplos de como é importante escolher uma profissão, se dedicar a ela com amor e afinco para que se possa obter sucesso, entretanto deixe claro que a escolha pela profissão é dele, e que você vai amá-lo independentemente do que ele deseja fazer.

Nunca utilize a privação de seu carinho ou de sua atenção como forma de castigo. Existem meios mais eficazes e menos destrutivos para fazê-los entender que cometeram um erro. A falta de autoestima é um dos grandes fatores para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade, depressão, bulimia, anorexia e tantos outros.

Pessoas com baixa autoestima encontram dificuldades em ter relacionamentos saudáveis e para encontrarem um caminho de realizações próprias. A destruição da autoestima começa quando acreditamos que não somos bons o bastante para sermos dignos de amor, e, assim, começamos a nos adequar ao padrão solicitado.

Deixamos de ser quem somos e passamos a interpretar um papel para evitar críticas, julgamentos e, principalmente, a sensação de desamor e desaprovação. Já diz o ditado que quem ama educa, e orientar e dar limites faz parte do processo, entretanto devemos evitar ao máximo a transferência, condicionando o amor à forma como gostaríamos que nossas crianças sejam ou se comportem.

E se você já cresceu, pense nisso… o que você faz simplesmente para receber amor e aprovação, mas que não tem nada a ver com o que você gostaria de fazer ou de ser?

Sobre o autor

Juliana Moura

Juliana Moura

Coach de orientação e reorientação vocacional e empreendedorismo.

“Onde meus talentos e paixões encontram as necessidades do mundo, lá está meu caminho, meu lugar” – Aristóteles.

Personal & Professional Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching.
Coach Vocacional pelo IMS – Instituto Mauricio Sampaio.

Especialista em gestão de pessoas pela Universidade Regional de Blumenau.
Terapeuta em ThetaHealing® certificada pelo THInK - EUA.

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