Autoconhecimento Psicanálise

Entenda a síndrome do pensamento acelerado

Wilian Lichtenthäler
Quando vislumbramos dificuldades em relaxar nossa mente e acalmar os pensamentos, na busca de novos estímulos, necessitando de mais informações para satisfazer essa vontade, esse pode ser não apenas um caso de uma pessoa ansiosa ou hiperativa, mas da síndrome denominada do Pensamento Acelerado.

O bombardeio dessas informações de certa forma sobrecarrega o córtex cerebral, produzindo uma mente hiperativa, tensa, agitada, com níveis altíssimos de intolerância, impaciência e falta de criatividade.

Está condição está diretamente ligada com o ritmo alucinante das grandes metrópoles, onde overdoses cotidianas de informações e obrigações, afetam a saúde emocional das pessoas. Depressão, estresse, síndrome do pânico e nomofobia (medo de ficar sem celular) são alguns dos exemplos de situações de acontecimentos que se tornaram frequentes pelo menos nos últimos 20 anos.

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O mundo atual é o maior responsável pelo pensamento acelerado.

Nós que trabalhamos com aspectos mentais e emocionais podemos afirmar que ela não é uma doença, mas sintomatologia vinculado a quadros de transtorno de ansiedade. As pessoas mais acometidas pela síndrome são aquelas avaliadas constantemente por conta das suas obrigações profissionais e precisam estar atentas a execução de seus trabalhos, senão estes mesmos estarão comprometidos. Algumas profissões se destacam no quadro desta síndrome como os executivos, jornalistas, escritores, publicitários, professores e profissionais da saúde.

As principais causas do Pensamento Acelerado, além da ansiedade devido à pressão profissional, é a grande quantidade de informações as quais somos submetidos durante o dia, uma condição considerada normal atualmente.

Sintomatologia

Comumente quem possui a síndrome do pensamento acelerado tem a sensação de estar sendo esmagado pela rotina, com aquela impressão de que 24 horas não são suficientes para cumprir tudo o que é necessário para o dia. Também estão presentes, a existência do sentimento persistente de apreensão, falta de memória, déficit de atenção, irritabilidade, sono alterado e variação de humor.

O esgotamento mental caracteriza-se em não desacelerar o seu pensamento, convertendo-se em cansaço físico. Sendo que o córtex cerebral, a camada mais evoluída do cérebro, rouba a energia que deveria ser canalizada para outras áreas do corpo.

Um dos principais componentes para o aumento nos casos de síndrome do pensamento acelerado e para a piora no quadro são as inovações tecnológicas.

Primeiramente a grande dificuldade de acompanhar as modernas tecnologias, a velocidade com que elas surgem e seu domínio, além da popularização da televisão onde as crianças têm menos atenção na escola e os educadores mais dificuldade para influenciar o universo psíquico das mesmas.

Os computadores e videogames e, neste contexto, também as redes sociais são um mundo que oferecem um excesso de estímulos e informações. Hoje indivíduos varam noites inteiras, principalmente no Facebook, recebendo uma quantidade absurda de textos e imagens que passam pelo nosso cérebro em uma velocidade extraordinária. E atualmente ser usuário de uma rede social colabora para a ansiedade, acaba se criando um vício de consultá-las o tempo todo, para checar o que acontece e se há novas mensagens.

Diante desse quadro, torna-se relevante a ajuda de um profissional que possa colaborar com o tratamento, utilizando ferramentas compatíveis com o quadro e seus sintomas para ajudar os pacientes a debelar de forma definitiva antes que ocorra uma agravamento da síndrome.

Sobre o autor

Wilian Lichtenthäler

Wilian Lichtenthäler

Formado pela Universidade Metodista de São Paulo em Administração de Empresas.

Completei cursos de extensão na área de saúde: Psicanálise e Análise /Medicina Tradicional Chinesa / Terapia Ortomolecular.

Tenho mais de 20 anos de experiência atuando como Psicanalista / Analista Clínico e Terapeuta Transpessoal. Foco em distúrbios de ordem Mental, Física e Emocional. Além de experiência de mais de 2 décadas em Medicina Tradicional Chinesa, tendo como especialidades áreas Ginecológicas, Neurológica, Psicológica e Reumatológica.

Possuo conhecimento de Terapias Complementares para o reequilíbrio dos pacientes mediante uso de técnicas como Massoterapia, Cromoterapia, Tuína, Do-in, Shiatsu e Terapia Ortomolecular. Além de conhecimento em Fitoterapia Chinesa, Brasileira e Florais de Bach e Quântico como complemento em tratamentos de casos crônicos e agudos e na prevenção de enfermidades.

Ministro Palestras e Aulas focadas principalmente às áreas de atuação em especial, Medicina Tradicional Chines, Psicanálise & Análise Psíquica, Florais de Bach, e ligadas ás áreas comportamentais.

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