Autoconhecimento Psicologia

Estou mas não sou desse mundo

Lilian Campos
Escrito por Lilian Campos



Recentemente li vários relatos parecidos de pessoas expondo um profundo desejo de morrer, essas pessoas eram claras e objetivas em afirmar que não desejavam cometer o suicídio, mas sentiam-se deslocadas e não queriam continuar na Terra.

Em momentos de profunda tristeza, o que queremos é nos livrar daquele sentimento que corrói nossa alma, esquecemos ou ignoramos questões importantes relacionadas a nossas múltiplas existências.

Nossa memória espiritual se encontra bloqueada, estamos esquecidos de onde viemos, das experiências que vivemos, das pessoas que amamos e que agora estão em outro plano. Esse esquecimento temporário é necessário para nosso sucesso na caminhada terrena, no entanto, as lembranças mantém-se vivas e pulsantes em nosso inconsciente. Por mais que não estejamos conscientes, elas estão em nós e refletem em nossas emoções. Dessa maneira, é comum o sentimento de saudade que não sabemos identificar, a sensação de deslocamento e falta de propósito. O perigo nisso é que ignorando os motivos dessas sensações, muitos atiram-se ao suicídio.

Mão de uma mulher caída no chão, segurando vários comprimidos que se espalham pela superfície., indicando uma tentativa de suicídio.

Todos reencarnamos com um propósito, apesar das variáveis o objetivo principal é evoluirmos.

Ninguém reencarna à força, recebemos opções, entre elas a oportunidade de receber um novo corpo e voltar para o plano físico, no entanto, muitas vezes retornamos mergulhados em aflições, medo das provas e experiências que precisaremos vivenciar, saudosos dos amigos que ficarão em outro plano e não conseguiremos lembrar. Alguns retornam porque compreendem a necessidade de experienciar uma nova existência na matéria, mas trazem o desejo de que a experiência terrena se concretize o mais rápido possível para que possam retornar ao plano de onde vieram. Esse desejo de retornar muitas vezes se manifesta como um desejo de morrer.

Os tratamentos psiquiátricos e psicológicos são de extrema importância em momentos críticos e servem como apoio para vencermos essa etapa, mas nem sempre conseguem chegar ao amago da questão, que não está relacionado ao corpo material, mas sim a nossos corpos sutis. Portanto, é de suma importância que busquemos o apoio desses profissionais, mas que também procuremos outros meios de tratamento que se direcionem aos cuidados com nossa alma, nosso espírito.

Mulher sobre um fundo preto, com as mãos cobrindo o rosto em sinal de desespero. Outras duas mãos seguram sua cabeça.

Nossa alma é tratada, nutrida e curada por energias sutis, essas podem ser encontradas em terapias holísticas e em casas de tratamento espiritual. É necessário que busquemos mais que medicamentos e aconselhamento psicológico, precisamos nos conectar à energia universal que circunda todos nós.

Para nos conectarmos a essa energia cósmica, podemos aderir às práticas de meditação, relaxamento, pintura, musicoterapia, apoio espiritual, a um trabalho voltado para a caridade, estar em contato com a natureza, adquirir o hábito da boa leitura, escolher com carinho o que assistimos na TV, evitar poluição mental e sonora que inquietam nossa mente. Essas práticas constantes, com o tempo fazem nosso padrão vibracional aumentar, a sensação de deslocamento e o desejo de morrer são substituídos por consciência, nossa frequência muda e passamos a perceber com mas clareza que estamos nesse mundo mas não somos desse mundo, estamos aqui apenas de passagem.

Mulher sentada na grama de frente para um lago com as mãos sobre os joelhos, meditando.

Vibrando em outra frequência nos tornamos mais receptíveis às energias sutis de planos mais elevados, e dessa maneira a sensação de desamparo dá lugar a uma sensibilidade ou percepção extra-sensorial e passamos a perceber que nunca estamos sozinhos, que aqueles amigos e amores que hoje estão em outro plano se encontram mais perto do que imaginávamos.

Muitas vezes a solução para nossas dores está guardada na simplicidade de uma pequena mudança de atitude, e essa pequena mudança pode se tornar colossal com o passar dos anos.

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Sobre o autor

Lilian Campos

Lilian Campos

Escritora, filósofa, aluna, esposa, irmã e curiosa incansável, apaixonada por leitura, psicanálise, espiritualidade e por todas as formas de autoconhecimento.

Em meus mestres encontrei o exemplo, o amor, a força, a alegria, a determinação e principalmente um caminho de luz. Em meu companheiro de jornada encontrei a mão estendida que me apoia durante a caminhada.

Assim sigo esta vida, buscando aprendizados que me tornem um ser humano melhor, consciente de que a perfeição ainda está distante.

Acredito sinceramente que a mudança do mundo começa em nós, e só acontece por meio de nossos exemplos.

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