Autoconhecimento

9 dicas de quem faz terapia

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

São tantos os problemas e dores de cabeça do dia a dia, tantas as dúvidas com as quais temos de lidar a todo momento. As questões e incertezas são normais e fazem parte do ser humano, ainda mais dentro do estilo de vida que levamos, cheio de estímulos e interferências externas que confundem o nosso intelecto.

Esse “tormento” é muito comum e pode ser manifestado de diversas maneiras diferentes em cada um. Alguns buscam fugir da correria e do caos das grandes cidades por não suportarem ou não aceitarem viver sob pressão, outros decidem enfrentá-la e acabam sofrendo com outros males, desde estresse intenso até a depressão e/ou outras doenças crônicas.

Até mesmo aquele indivíduo que resolveu renunciar da vida agitada para se afastar tem as suas questões e momentos de reflexão, podem também ser guiados a momentos de tristeza e precisarem de amparo. Isso tudo é normal, o corpo humano é um organismo cheio de sentimentos e impressões, por conta disso, o efeito de perdas, ganhos e todas as atividades que exercem tem influência em seu pensamento e comportamento, afinal, não somos máquinas meramente fazedoras de tarefas.

Não estamos sozinhos

Sendo assim, o homem deve estar sempre rodeado de outras pessoas, convivendo, interagindo e usufruindo de aprendizados em conjunto. Isso quer dizer que sempre precisaremos de ajuda, não adianta querermos viver sozinhos e achar que podemos enfrentar tudo sem medo. As pessoas a nossa volta podem enxergar os problemas por outra perspectiva e então são capazes de nos ajudar e nos guiar de maneira muito mais inteligente e consciente do que a nossa própria mente que se encontra no meio da turbulência.

Além disso, existe uma ciência milenar que estuda o homem, a psicanálise, que é capaz de orientar o ser humano em função do entendimento de suas ações. A psicanálise não quer postular classificações nem mesmo soluções prontas, ao contrário disso, busca examinar cada caso em sua particularidade e utilizar do conhecimento científico para indicar o melhor caminho a se tomar diante da dúvida ou sofrimento.

Terapia

Nem todos conhecem bem a terapia, há quem diga que é algo caro e desnecessário: “sei me virar sozinho”. Há quem valorize-a e não saiba viver sem ela. Há ainda aquele que a enxerga no molde: divã, momento desconfortável, pessoa desconhecida, “blá,blá,blá? Faço isso com meus amigos…”, coisa de louco…

A terapia consiste em algo muito maior do que pode indicar o senso comum e pode funcionar como um tratamento efetivo em diversos casos.

Mesmo para aquelas pessoa que sentem-se estáveis e plenas em sua vida e carreira, a conversa com um profissional de psicologia é sempre um bom esclarecimento de sua trajetória e prática de suas qualidades e defeitos.

Conversar com alguém, sem conhecer essa pessoa, nos induz a eliminar certos julgamentos e a clarear pontos de nossa vida para nós mesmo quando materializados em palavras. Durante uma sessão de terapia o paciente para e pensa em si mesmo, em sua própria vida, e tenta entendê-la, coisa que muitas vezes não fazemos na correria da rotina e que é de alto valor para uma vida mais plena e feliz.

Para dar o passo inicial e enfrentar a terapia como uma atividade boa e benéfica para todos nós, listamos 9 dicas de quem já as faz e reconhece o seu valor:

  • Tratamento não significa remédio

Diversos são os casos em que o paciente vai à terapia com alguma questão e consegue resolvê-la e esclarecê-la na base da conversa. Um terapeuta tentará fazer com que as teorias sobre a mente humana possam, de alguma maneira, ser aplicadas no seu dia a dia a fim de melhor seus desconfortos, por isso irá montar atividades para você mesmo colocar em prática e mudar seus hábitos, além disso lhe dirá palavras e explicações que o façam entender como melhorar e o porquê melhorar.

Em alguns casos os remédios químicos podem ser sim necessários, dependendo do estágio, por exemplo, de um caso de depressão, o profissional pode julgar necessária essa intervenção maior. Entenda que ele é também um médico, conhece os mecanismos do corpo e sabe como lhe ajudar. Neste tipo de ocasião normalmente ele indicará um auxílio de psiquiatria (esta profissão tem formação médica), área da psicanálise responsável pelo manejo de medicamentos.

  • Não é coisa de louco, doente mental

Como já dito a terapia não se direciona apenas para os doentes mentais. Os problemas mais simples em relacionamento, família e vida profissional podem ser o grande peso de sua vida e um psicólogo pode lhe ajudar a esclarecer e aliviar muitos pontos por meio das sessões de terapia. Aceite-a como algo bom para frequentar e como nada de extraordinário ou problemático.

  • Nem todos vão lhe agradar

Os terapeutas são também seres humanos, apesar da necessidade de profissionalismo e certo distanciamento para com o paciente, eles têm as suas manias, seu jeito de ser, agir e também de pensar. Pode ser que a sua primeira visita ao terapeuta não lhe agrade muito, tente novamente e se isso persistir, tente um outro profissional. Se dar bem com o seu terapeuta é necessário para que você se sinta à vontade e a conversa flua bem.

  • Segredos seguros

O momento da terapia é o melhor para que você revele todos os seus segredos e tire as suas dúvidas, ou simplesmente desabafe. Não precisa temer, mesmo as suas confissões mais secretas estarão a salvo. Aquilo ali não é um bate papo qualquer, você está diante de um profissional e ele não tem nenhuma intenção além de lhe guiar com base em suas confissões.

  • Cada um no seu quadrado

Não é porque o seu amigo foi ao psicólogo e continua estressado e sem melhora ou passou a tomar alguns remédios que o seu caso será o mesmo. Cada um tem um estilo de vida, uma personalidade diferente e portanto um tratamento também diferente. Além disso, os profissionais e métodos também são diversos.

Não paute a sua tentativa na experiência alheia, as conversas que terás com seu terapeuta são algo muito pessoas e essas circunstâncias são únicas, personificadas e incomparáveis.

  • Aceitação

Primeiro de tudo, aceite o fato de estar indo atrás de uma terapia. Isso não vergonha para ninguém. Cuidar de você mesmo é motivo para se orgulhar e se há alguém que pode lhe ajudar a cumprir essa tarefa, porque recusar?

  • Sem data

Não é possível prever por quanto tempo será necessário frequentar a terapia. Quando se tratam de problemas mais pontuais, o tratamento pode ser bem curto com alguma resposta e atitude imediatas. Entretanto, isso não significa que você precisa parar de fazer terapia. Ela sempre irá lhe ajudar com questões da vida, por isso, não há um prazo certo para frequentá-la ou não. Essa decisão depende muito das suas próprias sensações, intenções e também resultados daquele acompanhamento.

  • Alerta da consciência

Muitas vezes nos sentimos incômodos com algo na vida e não sabemos direito o que. Sentimos que algo está fora do lugar, algo precisa mudar. Estamos também insatisfeitos com questões do nosso corpo e mente. Estes são sinais claros que você está perdido em você mesmo e sinais de que a melhor opção é ir à terapia. O seu próprio corpo está indicando a necessidade de ajuda, não negue este pedido.

  • Desmistifique

Dê o ponta pé inicial e vá à uma sessão, você verá que a terapia não é necessariamente aquela cena em que você está deitado num divã e um velho homem te escuta. Tente algumas opções e veja como se sente melhor, este é um investimento em você mesmo!


Texto escrito por Julia Zayas da Equipe Eu Sem Fronteiras

Sobre o autor

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