Saúde Integral

Maconha: Fumar todos os dias pode ser muito prejudicial! Entenda

Planta da maconha
Tyson Anderson / 123rf
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Muitas são as dúvidas, mitos e verdades que rodeiam a popular maconha, cientificamente chamada Cannabis, a planta quando ingerida ou fumada, causa alterações de percepção no corpo devido à captação de suas substâncias por meio de receptores específicos, os canabinoides, já presentes em nosso organismo.

O cultivo da planta é simples e envolve diferentes espécies de maconha. O fumo produzido provém das flores da plantas após um processo de secura e cura destas, transformando-as na erva que compõe o cigarro de maconha.

Além do uso como entorpecente, a maconha é conhecida por suas propriedades medicinais. A planta, apesar de ilegal em muitos países, como o Brasil, tem o poder de curar algumas doenças, o que faz com que seu uso legal para a medicina seja um assunto polêmico e muito discutido ao redor do mundo.

Os usos da maconha

Planta da maconha.
Rick Proctor / Unsplash

Quando se trata do uso medicinal da planta, seja como cura ou como parte do tratamento, estudos comprovam sua eficiência como medicamento para diversas doenças, como:

– Câncer: a maconha pode ser benéfica como complementar ao tratamento de câncer, aliviando os efeitos da quimioterapia.

– Dores crônicas e cólicas: Por seu efeito “relaxante”, a planta pode ser responsável pelo alívio de dores crônicas e cólicas. O uso da Cannabis para este fim provém da cultura chinesa de milênios atrás.

– Epilepsia: Estudos buscam posicionar os efeitos benefícios da substância no tratamento de epilepsia podendo atuar no controle de espasmos musculares, por exemplo.

– Glaucoma: Neste tipo de tratamento a maconha age como agente diminuidor da pressão ocular, melhorando os sintomas do glaucoma.

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Apesar de terapêutica em alguns casos, a substância condiciona muitos efeitos colaterais e têm outros mecanismo de ação no corpo humano. Muitas pessoas fazem uso da maconha como fumo e o hábito de fumar maconha é cada vez mais popular entre jovens, adultos e até mesmo crianças.

Considerada droga ilegal na maioria dos países ao redor do mundo, com algumas exceções como: alguns estados da Austrália, Chile, Bangladesh, Colômbia, Equador, Jamaica, Uruguai e Venezuela.

Efeitos do fumo

Homem branco de bigode fumando maconha.
Brandon Nickerson / Pexels

O ato de fumar maconha atrai muitos usuários devido aos efeitos que causa no corpo. Dentre eles estão: ampliação dos pensamentos e percepção fixando e atentando para focos específicos durante algum tempo; sensação de relaxamento e euforia; fome e até mesmo pequenas alucinações.

Os efeitos podem ser prazerosos no momento porém diversas pesquisas, principalmente nos EUA, país em que a droga é mais consumida, comprovam efeitos danosos à saúde devidos ao uso frequente.

Fumar maconha traz alterações na recepção de neurônios causando danos aos processos que cuidam de nossa memória, atenção, concentração e percepção consciente. Isso significa que os usuários de maconha apresentam perda de massa cerebral pela desconstituição destes neurônios o que faz com que tenham dificuldade de se concentrar e de realizar tarefas do dia a dia com agilidade, principalmente quando estão sob efeito da droga.

As funções cognitivas sofrem alterações com a presença da substância tetrahidrocanabinol (THC) presente na maconha, assim como são afetados também o sistema imunológico, pois algumas células de proteção podem ser destruídas e o sistema respiratório e pulmões devido à fumaça da queima do fumo.

Alguns estudos ainda alertam para disfunções no sistema reprodutivo com alterações nos níveis de hormônio tanto em homens quanto em mulheres.

Como qualquer outra fumaça, a fumaça de maconha pode contribuir com o desenvolvimento de câncer assim como a fumaça do cigarro.

Dentre outros danos, a Cannabis pode ser muito prazerosa no momento, entretanto com diversas consequências à curto e longo prazos.


Texto escrito por Júlia Zayas da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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