Autoconhecimento Psicologia

Tenho insegurança com o meu corpo, o que fazer?

Imagem em preto e branco de uma pessoa segurando uma folha com o desenho de um rosto triste
Anemone123 de pixabay / Canva
Escrito por Ana Rubia

Muitas vezes, nós nos percebemos insatisfeitos com nosso corpo, nossos cabelos, a distância entre nossos olhos ou o tamanho do nosso nariz; mas de onde vem isso? E o que eu posso fazer para amenizar essas sensações?

O que é a insegurança?

A insegurança é um sentimento que traz sensações de desconforto, de ansiedade, de inferioridade, bem como pessimismo e uma visão muito negativa de si mesmo.
Podemos nos sentir inseguros em várias situações, como no momento em que precisamos falar em público ou quando participamos de uma entrevista de emprego.

A insegurança pode aparecer a partir do momento em que não temos certeza se conseguiremos vencer um desafio, e, num grau mais elevado, pode acabar privando a pessoa de vivências positivas no dia a dia e desencadeando quadros de fobia social, ansiedade e até mesmo depressão.

A psicóloga Aline Morais, da Terapize – Terapia Online, nos traz um exemplo em que a insegurança com o próprio corpo se mostra na forma de se alimentar da paciente:
Carolina* é uma jovem de 25 anos, que chegou ao consultório com uma queixa recorrente. Ela dizia aos prantos: “quero comer melhor, mas sinto que me saboto todos os dias.”

A partir dessa queixa, trabalhar a história e o projeto de vida de Carolina foi fundamental para entender que muito de seu processo de autossabotagem em relação à alimentação estava inteiramente interligado à sua relação com a comida desde a infância.

As crenças centrais, que foram desenvolvidas por ela em seu processo de desenvolvimento como pessoa em busca de um corpo ideal, e as dietas restritivas, que a deixavam com o desejo de consumir opções não saudáveis, eram maneiras de ela compensar a falta de momentos prazerosos em sua rotina.
*nome fictício

5 Sintoma da insegurança

  1. Sentimento de inferioridade
  2. Medo da rejeição
  3. Necessidade de aprovação
  4. Dificuldade em tomar decisões
  5. Perfeccionismo

E a insegurança com o corpo? Num cenário no qual os padrões de beleza são evidenciados a cada vez que abrimos a nossa rede social, fica muito difícil não ser afetado por eles.

Acabamos por nos comparar com esses padrões e nos criticar de maneira bem severa por estarmos longe deles, enquanto olhamos uma perfeição inexistente estampada nas telas, que só nos gera frustração e insatisfação conosco mesmos.

Esse sentimento, que é capaz de destruir a autoestima, tem uma base contraditória. Afinal de contas, todos nós possuímos pontos fortes e pontos fracos.

E como posso lidar com a insegurança no dia a dia? Diminuir a autocrítica e conseguir viver experiências em sua plenitude não precisa ser algo distante e impossível. Com alguns ajustes na rotina, já conseguimos ver grandes diferenças.

Existem inúmeros caminhos para desenvolver uma relação saudável com nosso corpo e com quem somos. Nesse processo, é importante pensar que algumas de nossas atitudes têm, como potencial, colaborar com o nosso desenvolvimento pessoal e aumentar nossa autoestima.

Imagem de uma mulher sorrindo enquanto olha para o espelho
bruce mars de Pexels / Canva

A psicóloga Aline Morais, da Terapize – Terapia Online, nos traz algumas dicas para aplicar no dia a dia:

O autoconhecimento é fundamental! Já parou pra pensar que a forma como nos vemos no espelho está diretamente associada à maneira como desenvolvemos e experienciamos o nosso corpo no mundo? É fundamental compreender suas fragilidades e potencialidades, levando em consideração suas limitações como parte essencial do desenvolvimento de sua jornada e a construção de seus desejos.

Você tem buscado a perfeição? Você tem medo de cometer erros? Pois saiba que esses medos e angústias podem causar comportamentos de procrastinação e culpa, afetando, assim, sua autoestima. Para quebrar esse hábito e a busca pela perfeição, é fundamental se dedicar para que o processo seja prazeroso e não necessariamente o “produto final” de nossos objetivos.

Se você está aguardando as condições perfeitas para o início de um projeto ou meta, saiba que é importante pensar no desenvolvimento de sua flexibilidade quanto às imprevisibilidades da vida.

Comparar-se com os outros pode causar sofrimento! Quanto tempo você passa idealizando que o corpo daquele blogueiro ou daquela blogueira no seu feed são o seu projeto e meta de vida? É difícil não se comparar quando o que nos chega são as fotos maravilhosas de momentos congelados e que nos permitem fantasiar sobre o que é a vida e o corpo do outro que ali está vivendo.

Porém, você já parou para pensar no quanto essa condição é injusta, tendo em vista que mesmo compartilhando a vida nas redes sociais, ainda não é possível captar todos os “takes” desse outro ser humano? A lógica para com o nosso próprio corpo é a mesma, tendo em vista os diversos procedimentos aos quais os famosos são submetidos e que nós, como consumidores de conteúdo, continuamos ignorando.

É hora de mexer o corpo! Praticar atividades físicas, para além dos benefícios individuais, promove um processo de socialização e sensação de pertencimento e coletividade. Você já havia pensado nisso?

Se é difícil pensar que o ato de ir para a academia, por exemplo, pode causar angústia, que tal pensar que você está indo para um espaço encontrar pessoas em uma aula coletiva e, assim, contar as novidades da semana e os desabafos que uma boa conversa casual pode render. Dessa maneira, o processo ganha o ar de leveza e, ainda assim, seu corpo ganha imensamente com esse movimento!

O auxílio de uma profissional é fundamental! Para além da mudança de hábitos, o acompanhamento com profissionais não somente da psicologia é fundamental para o sucesso de um investimento em nosso corpo e todos os aspectos que incluem a manutenção de “nossa casa”.

A psicoterapia, nesses casos, é um movimento fundamental para verbalizar e entender nossas demandas e incômodos. Aliada a profissionais competentes para cuidar de nossa saúde e alimentação, o processo torna-se robusto e podemos, assim, desenvolver essas práticas com maior leveza.

Quando é hora de pedir ajuda?

Ao perceber um nível de insegurança muito alto, no qual você esteja tendo dificuldades para lidar com questões da sua rotina, é importante buscar ajuda.

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É importante inserir coisas na rotina que possam lhe mostrar novas possibilidades e visões sobre você mesmo. Isso é muito válido e pode ajudar, mas, sobretudo, é preciso buscar ajuda de um profissional, pois assim você conseguirá identificar as causas do que você vem enfrentando e descobrirá ferramentas para lidar com elas. A terapia pode ajudar.

Sobre o autor

Ana Rubia

Ana Rúbia é psicóloga clinica, fundadora e ceo da Terapize - plataforma de psicologia e psicoterapia online.

"Acredito que a saúde mental é um direito de todos e entendo que precisamos democratizar isso, levando informação, psicoeducação e facilitando o acesso. O autoconhecimento e o entendimento das nossas emoções nos permite viver uma vida muito mais leve e saudável, e na Terapize possibilitamos isso ao alcance de um clique!"

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