Cromoterapia Saúde Integral

Cor de rosa: significado, curiosidades e sua importância na cromoterapia

Fundo de uma parede feita em textura cor de rosa.
Foto por Akader no Pixabay
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

A Pantone, principal empresa de cores no mundo, com um sistema de especificação e controle de cor, que é o padrão das indústrias gráfica e têxtil, definiu, em 2006, o Rose Quartz & Serenity como a cor do ano. Numa mistura de cor-de-rosa e azul, ela reafirmou o vínculo entre as cores e os anseios e ideologia da sociedade, principalmente na abordagem às questões de gênero fortemente presentes no design e ampliadas para as outras esferas da vida, coincidindo com os movimentos sociais para a liberdade, a tolerância e a inclusão, daquele momento.

A cor rosa é polêmica, no entanto, a natureza nos mostra, por meio de diversos tons, que não deveria haver estereótipos ou distinções. As cores, de uma forma geral, deixam a vida mais bonita e mais atraente.

Vamos conhecer um pouco do que é essa cor, o que ela representa e com quais objetivos é utilizada pela cromoterapia.

O que é a cor rosa?

Segundo a enciclopédia livre Wikipédia, “o rosa, ou ainda, cor-de-rosa, rosáceo ou rosado, é uma cor intermediária entre magenta e vermelho, sendo assim uma cor quente. Em português, o nome da cor provém da semelhança com a espécie rosa de flores da família Rosaceae. É conhecida também por pink, fúcsia, rosa-choque, rosa antigo, rosa bebê, entre outros, com singularidade, não sendo apenas uma mistura entre o branco e o vermelho”.

A cor rosa ao longo da História

Até os anos 1900, a cor rosa era uma cor masculina retratada, inclusive, em pinturas com o menino Jesus, por exemplo, a “Madonna e o Menino”, do pintor italiano do período gótico, Duccio Buoninsegna.

O azul era uma cor feminina vinculada ao manto da Virgem Maria.

Foi em 1920 que a transição da cor rosa de homens para mulheres começou a ser feita, porque as crianças, que usavam roupas de adulto em miniatura, passaram a usar roupas alusivas aos uniformes da Marinha, nas quais era empregada a cor azul. Nessa época, foi desenvolvido o pigmento sintético para o índigo.

Enquanto os meninos passaram a usar a cor azul, anteriormente usada pelas meninas e mulheres, em oposição, foi adotado para elas a cor rosa, no vestuário e nos acessórios.

Um exemplo das primeiras peças de vestuário na cor rosa é possível ser visto no Museu de Infância de Londres, numa caixa com seis pares de sapatos e de meias, doada pela princesa Mary, que teve cinco meninos e não fez uso do presente recebido em 1923 antes do nascimento do primeiro filho. Ela também adotou a tendência de uso da cor rosa para meninas, excluindo-a do uso pelos seus filhos.

Imagem de vários balões na cor rosa, nos tons mais claros e escuros.
Foto por StockSnap no Pixabay

Na Segunda Guerra Mundial, por haver essa distinção entre a cor rosa para meninas e a cor azul para meninos, ela se tornou um símbolo para a discriminação de homossexuais que eram levados aos campos de concentração nazistas com um triângulo na cor rosa costurado às roupas.

Nos anos 1970, surgiram os tecidos de nylon, muito utilizados nos carrinhos de bebê, que associavam ainda mais a cor rosa ao gênero. Carrinhos de meninas eram enfeitados com laços cor-de-rosa, enquanto aqueles destinados aos meninos eram azuis.

Foi na década de 1980 que a distinção começou a deixar de existir, principalmente no vestuário adulto.

Atualmente, século XXI, muitas pessoas ainda continuam a associar a cor rosa ao gênero. Entretanto, é uma questão cultural e de costumes enraizados, pois na Europa, por exemplo, essa distinção não é mais comum e podemos ver grandes personalidades usando a cor no vestuário e em acessórios, sem qualquer preconceito, como exemplo temos os uniformes masculinos de tenistas.

Significado da cor rosa

A cor rosa é a cor da juventude, das emoções e traz vida, transmite recato, humanidade e confiança. À ela são atribuídos os significados de romantismo, ingenuidade, ternura, beleza, pureza, suavidade, fragilidade e delicadeza, tudo o que compõe o aspecto feminino do ser. É revigorante e inspiradora.

Entretanto, há uma diferenciação de significado relacionada aos tons da cor rosa: os mais claros se referem ao romantismo, à pureza, à ingenuidade e ao amor; os mais escuros, às conotações de intimidade, de sensualidade e de sedução femininas.

A cor rosa é relativa aos afetos, ao companheirismo e à compreensão. Representa a fantasia (por isso muito utilizada na decoração de quartos de meninas), o encantamento e o mundo doce e mágico das princesas.

Também está associada à prosperidade, à felicidade e à alegria, principalmente quando se refere ao “mundo cor-de-rosa”, “futuro cor-de-rosa”, “céu cor-de-rosa”, “vida cor-de-rosa”.

Segundo a psicologia das cores, a cor rosa promove esperança e positividade.

A cor rosa na Cromoterapia

A cromoterapia é uma terapia alternativa na qual se utilizam cores básicas como o vermelho, o laranja, o amarelo, o verde, o azul e o violeta para apoiar o tratamento de algumas enfermidades e para equilibrar os chakras. Outras cores podem ser aplicadas isoladamente ou em conjunto às básicas.

Cada cor possui uma vibração e uma propriedade terapêutica específica, que apoiam as pessoas no autoconhecimento, influenciando o organismo, de acordo com o que se pretende alcançar com o tratamento.

Imagem abstrata na cor rosa.
Foto por Ahadnur77 no Pixabay

Na cromoterapia, a cor rosa atua no sistema endócrino, relativo ao equilíbrio hormonal; no sistema cardiorrespiratório, diminuindo as taxas cardíacas e estabilizando a pulsação e a respiração; tranquiliza as pessoas com distúrbios mentais e com agressividade acentuada; promove tranquilidade às energias emocionais, aliviando os sentimentos de abandono, de raiva e de mágoa.

Ela é usada para abrir as portas da felicidade afetiva e para despertar o desprendimento e a generosidade.

O magenta é usado na cura, em conjunto com outras cores para resultados mais rápidos. Possibilita abrir caminhos para a espiritualidade e ajuda a elevar a intuição.

Curiosidades sobre a cor rosa

Tal qual o cinza, a cor rosa também tem cinquenta tons: fúcsia, rosa quartz, pink, fúcsia etc.

A cor rosa é a segunda cor menos apreciada no mundo, perdendo apenas para o marrom.

Acompanhada da cor violeta ou da cor preta, a cor rosa tem a conotação de sedução e erotismo, alternando entre a paixão e a imoralidade.

Apenas 3% das mulheres no mundo têm a cor rosa como predileta.

Uma variação da cor rosa, a Baker-Miller Pink ou a Drunk Tank Pink é muito usada nas cadeias dos Estados Unidos, com a finalidade de acalmar os detentos, após comprovação de estudos do final da década de 1960.

As mulheres idosas apreciam a cor rosa por acreditarem que ela traz juventude.

Na adolescência, a cor rosa — principalmente nos tons mais claros — é desprezada, pois os adolescentes a consideram infantil. A cor psicológica oposta a ela é o preto; curiosamente a preferida por esse grupo etário.

Foi Madame de Pompadour, amante da arte e com gosto muito sofisticado, símbolo do estilo rococó, quem trouxe à moda a combinação da cor rosa com azul-claro. Devido a isso, uma fábrica de porcelanas desenvolveu o tom rosa-pompadour, numa mistura de azul, preto e amarelo.

O rosa tornou-se a cor oficial do Kitsch (objeto ou manifestação estética que se caracteriza pelo exagero sentimentalista, melodramático ou sensacionalista), por ser irrealista em todas as formas e tons.

As casas dos santos, em algumas pinturas da Idade Média, eram retratadas na cor rosa, comportamento explicado por estudiosos contemporâneos para expressar o local onde aconteciam os milagres.

Na Inglaterra, a palavra pink serve para designar qualquer tom da cor rosa. Já na Alemanha, ela se refere ao tom mais forte, gritante e próximo ao violeta. Esse tom para alguns é o magenta.

A cor magenta é, na verdade, o vermelho mais puro, pois não contém qualquer outra cor e não pode ser obtido por meio da mistura de tons, sendo usada como cor básica. O nome faz referência à cidade do norte da Itália, onde os austríacos foram derrotados pelos franceses, na sangrenta Batalha de Magenta. Os franceses foram os primeiros a produzir a cor, com anilina, em 1858.

O rosa-choque ou schocking pink surgiu da mistura do magenta com um pouco de branco, e foi utilizado, em 1931, pela estilista italiana Elsa Schiaparelli nas estampas de tecidos. Ela também criou um perfume de mesmo nome, vendido numa embalagem da mesma cor e cujo formato era o busto de uma mulher, o que chocou o público da época, pois julgou a ideia agressiva. É o tom de rosa considerado mais vulgar em vários lugares do mundo, presentes em produtos pouco sérios e baratos.

Imagem de uma gota d'água em um fundo cor de rosa.
Foto por Jill Wellington no Pixabay

Na década de 1980, os artigos de plástico mais vendidos eram principalmente na cor laranja (a paleta de cores predominante no período era laranja, verde e marrom), sendo substituída pelo pink, o que acabou por estereotipar o tom, qualificando-o como relativo às coisas baratas.

Pílulas cor-de-rosa eram administradas na medicina antiga para alterar o estado de ânimo depressivo. Eram as “rose pills”.

Desde 1888, o jornal financeiro “Financial Times” é impresso em papel cor-de-rosa, mantendo a tradição da cor ser destinada aos homens, público leitor do periódico. Há quem acredite que ela traz riqueza.

Atribui-se a quem é muito fantasioso, andar em nuvens cor-de-rosa ou enxergar o mundo com lentes nessa cor, conferindo a ela um significado de otimismo.

Quando a vida parece um sonho, os franceses usam a expressão “C’est la vie en rose”, que significa “É a vida em cor-de-rosa”.

Outubro rosa, cuja cor é usada como símbolo, é o movimento para conscientizar sobre a importância da detecção precoce e sobre o controle do câncer de mama, surgido nos Estados Unidos, na década de 1990.

A cor rosa é muito empregada em confeitos, pois dá a conotação de ser doce e suave, como se espera das guloseimas e sobremesas.

As crianças se sentem atraídas por coberturas na cor rosa, já os adultos têm a impressão de serem excessivamente doces e artificiais.

Para as crianças, a cor rosa na capa de livros infantis confere uma ideia de magia e fantasia, já para os adultos, a ideia de uma história sem graça.

Algumas marcas adotam a cor rosa para representar paixão, sensibilidade, amor e alegria, tais como Barbie, Hello Kitty, Roxy e Victoria’s Secret.

Quando a cor rosa é aplicada numa flor, num vestido de menina, num coração, ela acaba compondo um velho clichê, sendo até supérflua. Para fugir do convencional, entretanto, se for aplicada para modificar expectativas, num dinossauro, num elefante ou numa pantera, ela acaba se tornando interessante.

A Pantera Cor-de-Rosa era o filme em que um diamante exótico de mesmo nome era alvo de roubo e visto de um determinado ângulo parecia ter a imagem de uma pantera. Em 1969, surgiu a série de TV com o mesmo nome e apresentou a pantera, na cor rosa, em animação quebrando o clichê e trazendo interesse imediato e memorável à personagem.

A cor rosa, em muitos países, está ligada ao casamento. Na Coreia, ela representa confiança e, no Japão, é comum tanto para homens quanto para mulheres.

O boto cor-de-rosa, da Amazônia brasileira, segundo a lenda, sai dos rios em que habita, se transforma num belo homem e seduz as moças ribeirinhas.

Há no mundo lagos salgados rosas que atraem turistas e fotógrafos, curiosos com o tom impressionante que ocorre devido à presença de microalgas, como a Dunaliella salina, próprias de locais de alta concentração de sal. Elas produzem um pigmento que absorve e utiliza a luz solar para terem mais energia e acabam “tingindo” a água na cor rosa.

Segundo a NASA, a 57 anos-luz da Terra, existe um planeta na cor rosa orbitando uma estrela muito parecida com o Sol. Com tons que variam entre cereja-escuro e magenta, ele ainda é um mistério. O que se sabe é que a cor rosada indica que ele tem menos nuvens encobrindo a sua atmosfera, sendo alvo de pesquisas para identificar os seus componentes.

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O termo fúcsia é uma homenagem ao botânico sueco do século XVI, Leonard Fuchs, e ao cor-de-rosa intenso e purpúreo de flores da planta de mesmo nome.

O flamingo-rosado é considerado o maior e de cor mais intensa de cinco espécies dessa ave que se distinguem pelo tamanho e pela coloração. Quanto maior a substância cantaxantina de invertebrados aquáticos de onde se alimenta, absorvida por ela, mais a coloração rósea se torna intensa na plumagem. Ao contrário, as penas ficam esbranquiçadas.

Penélope Charmosa surgiu na animação “A Corrida Maluca”, criada por Hanna Barbera, em 1969, muito carismática, cheia de charme, rica e aparentemente indefesa, a personagem acabou ganhando uma série própria nos anos 1980, conhecida por “Os apuros de Penélope Charmosa”.

A cor rosa predominava no vestuário da loirinha, no automóvel de corrida usado por ela e nos acessórios.

Com o jargão “Coitadinha de euzinha” e sempre retocando o batom, passava a ideia de feminilidade, mas se engana quem imagina que ela era frágil. Otimista, independente e bem-sucedida, apesar da fortuna da família, por muito tempo foi inspiração para as meninas e adolescentes da época.

Mesmo que você, leitor, esteja entre aquelas pessoas que não apreciam a cor rosa, inspire-se na proposta de ter uma vida colorida, com uma história interessante, cheia de curiosidades e bem-sucedida. Felicidades de algodão doce cor-de-rosa!

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