Nutrição

Culinária viva: como aprender a cozinhar com pratos vivos?

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Boa parte dos alimentos que consumimos em nosso dia a dia é industrializada, processada e já vem pronta. Apenas quem tem uma alimentação mais saudável acaba se precavendo e fazendo um processo que envolve uma reconexão com os alimentos. É o que propõe a culinária viva, que trata de consumir os alimentos de maneira mais natural.

Na prática, isso representa um desafio. Estamos tão acostumados a cozinhar, fritar e grelhar que sequer imaginamos e sabemos qual é verdadeiro sabor de um alimento sem passar por nenhum processo antes de chegar ao nosso prato.

Também chamada de crudivorismo, a culinária viva nasceu nos EUA na década de 1980. Hoje, já existem várias pessoas adeptas a este tipo de alimentação. Confira os benefícios da culinária viva.

Benefícios da alimentação viva?
  • É mais nutritiva;
  • É considerada uma dieta alcalina;
  • Ajuda no controle de calorias e perda de peso;
  • É fonte de vitaminas;
  • Faz a desintoxicação de células e tecidos;
Qual o objetivo da culinária viva?

As pessoas que defendem este tipo de preparo afirmam que os alimentos, quando cozidos, perdem os nutrientes e, assim, não trazem ao nosso organismo os mesmo benefícios de quando estavam crus.

Claro que não podemos ser radicais. Se você se interessa pela culinária viva, precisa inserir este tipo de alimentação aos poucos no seu cardápio e, claro, consultar um nutricionista. A alimentação viva é baseada em alimentos crus, frutas frescas ou desidratadas, vegetais, sementes, grãos germinados ou brotos como trigo, arroz, cevada entre outros. Confira abaixo um cardápio de culinária viva:

  • Principais frutas – Limão, maçãs, laranjas, abacates, bananas e coco verde.
  • Vegetais – Couve, espinafre, alface, pepino, salsão, salsa, abobrinha, cebola, tomate e pimentão.
  • Ervas – Menta, manjericão, alecrim, orégano.
  • Oleaginosas – Nozes, castanha do pará, amêndoa, macadâmia, semente de abóbora, girassol, linhaça e chia. (Recomenda-se deixar todas de molho por 4 horas e depois desidratar por mais 8 horas para eliminar fungos e fatores antinutricionais).
  • Grãos – Sarraceno, trigo comum, lentilha, grão-de-bico.
  • Manteigas vegetais – Manteigas de gergelim, amêndoa e castanhas.
  • Óleos – Azeite de oliva, óleo de linhaça, óleo de coco extravirgem, óleo de gergelim não torrado
  • Sais – Sal rosa do Himalaia e sal celta.
  • Condimentos – Vinagre balsâmico, vinagre de maçã, shoyo, misso.
  • Temperos – Curry, cúrcuma, açafrão, gengibre, pimenta, alho em pó, noz-moscada, gengibre seco.
  • Frutas secas – Ameixas, damascos e tâmaras.
  • Adoçantes naturais – Agave, stevia.

Receita de uma alimentação viva:

Arroz falso

Ingredientes:

  • 1 cenoura;
  • 1 couve-flor;
  • Folhas de aipo a gosto;
  • 1 pimentão verde;
  • 1 pimentão amarelo;
  • 1 pimentão vermelho;
  • 1 colher de sopa de agave;
  • 2 colheres de sopa de azeite extravirgem;
  • 1 colher de sopa de molho de soja;
  • 1 colher de sopa de vinagre de maçã;
  • Pasta de soja (missô);
  • Pimenta a gosto.

Modo de preparo:

  1. Limpar a couve-flor, passá-la pelo processador de alimentos e bater levemente, tomando cuidado para não deixá-la como uma papa, e reservar;
  2. Ralar a cenoura. Cortar as folhas de aipo e os pimentões em pedacinhos bem pequenos;
  3. Misturar tudo com a couve-flor;
  4. Juntar o agave, o azeite extravirgem, o molho de soja, o vinagre de maçã, a pasta de soja e a pimenta a gosto em uma vasilha e misturar bem;
  5. Unir com a mistura da couve-flor e servir-se.

Texto escrito por Angélica Fabiane Weise da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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