Saúde Integral

10 ervas anti-inflamatórias: Conheça suas funções

Ramos de ervas espalhados sobre uma mesa de madeira.
Foto: Boswellia / 123RF
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Inflamações são respostas naturais do organismo quando há algum tipo de infecção, doença, agressão ou lesão, e seus principais sintomas são calor, inchaço, vermelhidão e dor, que pode ser crônica ou aguda. As inflamações crônicas costumam ter duração de mais de três meses, enquanto as agudas são de curto prazo.

Há muitos medicamentos que tratam as diversas inflamações que podem ocorrer no corpo humano – sempre com prescrição médica –, mas também existem diversas plantas na natureza que têm inúmeras propriedades medicinais que podem beneficiar o nosso organismo e auxiliar no tratamento de doenças. Não que essas plantas possam substituir remédios indicados por médicos, mas elas auxiliam no alívio dos sintomas e ajudam no combate a maiores problemas.

Optar por tratamentos naturais para a redução de sintomas pode evitar possíveis dependências e futuros problemas causados pelas substâncias contidas em remédios, partindo do ponto de que a sociedade costuma se automedicar quando sente qualquer dor ou desconforto físico.

Vamos conhecer as ervas anti-inflamatórias e suas formas de uso? Continue lendo e confira como a natureza pode beneficiar a sua saúde!

Gengibre

Raízes de gengibre cortadas em fatias.
Imagem de Joseph Mucira por Pixabay

Planta herbácea nativa da Índia, Ilha de Java e China, o gengibre é muito usado na culinária. O gingerol combate as inflamações e age nos receptores e terminações nervosas. Pesquisas indicam que pacientes com artrite que tomaram suplementos de gengibre apresentaram redução da dor e inchaço. O gengibre também diminui dores de inflamação nos joelhos.

Contraindicações: gestantes, mulheres amamentando, pessoas com pedra na vesícula e que utilizam medicamentos anticoagulantes.

Cúrcuma

Pó de cúrcuma e de gengibre lado a lado.
Imagem de Ajale por Pixabay

Também conhecido como “açafrão da terra”, a cúrcuma é nativa da Ásia e pertence à família do gengibre. O tempero é o responsável pelo amarelado do curry, famosa especiaria indiana e é usada no preparo da mostarda.

A curcumina, ingrediente ativo, tem propriedades anti-inflamatórias. A raiz da cúrcuma também possui esta característica e sua utilização é difundida nas medicinas indiana e chinesa.

A ação anti-inflamatória da cúrcuma é tão poderosa que supera o ibuprofeno e ácido acetil salicílico, segundo estudo publicado na revista americana Oncogene. Por exemplo, o tempero reduz os sintomas da uveíte (inflamação intraocular) e também da inflamação dos rins. A quantidade diária ideal é de 400 a 600 gramas.

Contraindicações: pessoas com histórico de alergias.

Pimenta caiena

Bandeja com pimentas caiena, sobre uma mesa de madeira.
Imagem de hironari1965 por Pixabay

Popularmente chamada de “dedo de moça”, a pimenta caiena tem esse nome devido à cidade de Caiena (Guiana Francesa). México, Índia e Estados Unidos são os países que mais usam a “rainha das ervas” na culinária.

A capsaicina, composto responsável pelo ardor das pimentas alivia as inflamações. Esta substância dificulta a atividade da Substância P que envia o alerta de dor ao cérebro. Pessoas com dores musculares e articulares devem incluir a pimenta caiena na dieta ou aplicar a pomada, veja como fazer a pomada:

  • 2 colheres de sopa de pimenta caiena;
  • ½ xícara de óleo de coco ou manteiga de cacau.

Modo de preparo e utilização

Misture bem os ingredientes e massageie suavemente o local.

Contraindicações: gestantes, mulheres amamentando, diabéticos e pessoas com problemas estomacais não devem consumir a pimenta caiena sem orientação médica. Faça um teste colocando uma pequena quantidade atrás da orelha e não use se tiver alguma reação.

Manjericão

Plantação de manjericão em uma horta.
Imagem de MetsikGarden por Pixabay

Original da África, Ásia e Índia, este tempero é usado como medicamento desde a Grécia Antiga. É um anti-inflamatório que fornece ferro, cálcio, cobre, manganês, ômega 3 e vitaminas A, C e K. O manjericão diminui o inchaço comum da artrite e possui ação semelhante aos principais remédios anti-inflamatórios.

Contraindicações: gestantes, mulheres amamentando e menores de 12 anos.

Salsa

Ramos de manjericão sobre uma tábua de madeira.
Imagem de Gundula Vogel por Pixabay

Original do Mediterrâneo, a salsa é um tempero muito comum no Brasil e fornece vitaminas A, B 12, C e K. A luteolina é o responsável pela eficácia contra as inflamações. O chá de salsa ajuda a prevenir a artrite reumatoide e a osteoatrite. Se consumido com aspargos, a salsa torna-se ainda mais potente.

Modo de preparo e consumo do chá

Lave um maço de salsa e pique o correspondente a 2 colheres de sopa. Deixe a erva ferver em 500 ml de água por 5 minutos. Após esse tempo, tampe a panela por 10 minutos até amornar e beba. Tome o chá 2 vezes por dia por duas semanas.

Contraindicações: gestantes, mulheres com fluxo menstrual intenso, diabéticos, doentes renais, alérgicos e pessoas com pressão baixa.

Erva baleeira

Erva baleeira em plantação.
Foto de berichard em Wikimedia Commons

O “anti-inflamatório natural do Brasil” é um arbusto nativo da Mata Atlântica. A ação medicinal vem do óleo essencial utilizado em massagens que tratam dores musculares, artrites, reumatismo e nevralgias. Massagens com cremes e géis à base de erva baleeira também são eficazes.

O chá também é benéfico no tratamento das inflamações. Para fazer, ferva 5 folhas em meio litro de água. Molhe uma compressa na bebida e coloque na área afetada.

Para a sua segurança, compre a erva baleeira dentro de pacotes lacrados em casas especializadas.

Contraindicações: não há registros.

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Artemísia

Artemísia plantada em uma horta.
Foto de Matt Lavin no Flickr

Planta originária das áreas montanhosas da Península Balcânica, a artemísia bloqueia a produção de prostaglandinas, substâncias responsáveis pelas inflamações. As propriedades anti-inflamatórias são superiores aos chamados anti-inflamatórios não esteroides.

Pesquisa realizada em 1980 na Grã-Bretanha revelou que o consumo diário de cápsulas de folhas secas de artemísia ajudam a aliviar crises de enxaqueca. A planta ainda atua contra as dores da artrite reumatoide.

Contraindicações: pessoas que tomam remédios anticoagulantes devem procurar orientação médica. Para o público em geral a recomendação também se aplica.

Malva

Folhas e flores de Malva.
Foto de Aurelie Harrison no Pexels

Encontrada no sul do Brasil, a malva trata inflamações bucais como gengivite e periodontite. Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná e a Universidade Estadual de Ponta Grossa comprovaram que a malva diminui a quantidade de moléculas causadoras dessas inflamações.

O chá traz muitos benefícios e pode ser ingerido 4 vezes por dia. Aprenda como fazer:

Modo de preparo e consumo do chá

Coloque 2 colheres de sopa de malva em uma xícara de água fervente. Mantenha a infusão por 10 minutos, coe e beba.

Contraindicações: gestantes e mulheres amamentando.

Alcaçuz

Plantação de alcaçuz em um dia ensolarado.
Imagem de TheUjulala por Pixabay

Planta da família das leguminosas, o alcaçuz é nativo da Europa e Ásia. É 15 vezes mais doce que a cana e possui considerável poder anti-inflamatório. O alcaçuz reduz a rigidez, dor muscular, alivia os sintomas da artrite reumatoide de polimialgia reumática. A planta ainda é benéfica para inflamações bucais.

Contraindicações: gestantes, hipertensos e pessoas com problemas renais.

Boswellia

Planta de Boswellia com flores.
Foto de Scott Zona no Flickr

Conhecido como “incenso indiano”, a boswellia é nativa da Índia e Arábia Saudita. Tem esse nome porque é empregada na fabricação de incensos. Muito utilizada na Medicina Ayurveda é um poderoso anti-inflamatório. Pesquisas revelam que o extrato de boswellia é eficaz no tratamento da colite, inflamação no intestino grosso. Voluntários que ingeriram 400 mg, três vezes por dia por seis semanas, apresentaram melhoras nos sintomas. A boswellia também reduz os sintomas de osteoartrite e artrite reumatoide.

Contraindicações: pessoas com problemas gastrointestinais devem consultar o médico.

Siga as orientações de uso e aproveite os benefícios das ervas anti-inflamatórias. Não esqueça de nos contar o que sentiu após o consumo.

Atenção: as ervas não substituem nenhum medicamento.


Texto escrito por Sumaia de Santana Salgado da Equipe Eu Sem Fronteiras

Sobre o autor

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