Espiritualidade

A relação entre o sangue menstrual e o sagrado feminino

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Ela chega geralmente entre os 9 e 16 anos. E chega trazendo um turbilhão de sensações, de sentimentos e dúvidas. Algumas comemoram, outras ficam desesperadas. A família geralmente se empolga com esse novo ciclo. Sim, com ela surge uma nova etapa da vida e sem dúvidas é uma importante transição da fase de menina para mulher. Você já deve saber que estamos falando de menstruação.

O que é mais estranho dizer é que em pleno ano de 2016 ainda há constrangimento ao falar desse assunto. Primeiro, é difícil encontrar pessoas que digam em público: estou menstruada! Qual o problema? Eu também não sei! O fato é que para falar sobre tal assunto as pessoas, principalmente as próprias mulheres, costumam usar metáforas como “Chico”, “estou no vermelho”, “fechada para balanço” “interditada” e outras milhões de denominações.

Dizem que quando usamos metáforas para falar sobre algo é sinal de que existe um tabu sobre o assunto em questão.

Se tem algo ainda mais impressionante é ter nojo do sangue menstrual, sendo que é o mesmo sangue que corre em nossas veias. Isso serve tanto para as mulheres, que devem entender que este é um período sagrado, que faz parte do corpo feminino e dos ciclos da vida e além de tudo, é por meio dela que nós, mulheres, conseguimos dar vida a uma outra pessoa. Isso é genial ou não é? Como para os homens, que devem não apenas respeitar esse período como deixar o “nojinho” de lado.

Se puxarmos na história, a menstruação já foi considerada um símbolo de poder. Sacerdotisas de diversos povos acreditavam que misturar uma gota de sangue menstrual a uma dose de vinho e distribuía para seu grupo para que na próxima vida todos se encontrassem novamente. Após a existência de rituais funerários, era comum passar sangue menstrual no cadáver, o que representava “unir” o útero da mãe ao útero da “mãe terra”.

Ainda hoje, muitos povos usam o sangue menstrual em rituais sagrados. O sangue também é utilizado por meio de uma prática ancestral. Algumas mulheres se abaixam e deixam que seu sangue escorra no solo como um método para nutrir a terra, passando vitaminas, minerais e outros benefícios que adubam a terra. As índias, usam o sangue para pintar o corpo, durante um ritual indígena, e acreditam que assim conseguem passar ensinamentos para toda a tribo. O sangue também é utilizado para o estudo da saúde e da energia do sagrado feminino.


  • Texto escrito por Natália Nocelli da Equipe Eu Sem Fronteiras.

Sobre o autor

Eu Sem Fronteiras

Eu Sem Fronteiras

O Eu Sem Fronteiras conta com uma equipe de jornalistas e profissionais de comunicação empenhados em trazer sempre informações atualizadas. Aqui você não encontrará textos copiados de outros sites. Nossa proposta é a de propagar o bem sempre, respeitando os direitos alheios.

"O que a gente não quer para nós, não desejamos aos outros"

Sejam Bem-vindos!

Torne-se também um colunista. Envie um e-mail para [email protected]