Meditação

Como Ativar o Arquétipo do Guerreiro? – série Arquétipos

Mulher sentada em sua mesa de trabalho e pensando com os olhos fechados.
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Isa Gama
Escrito por Isa Gama

Neste artigo vamos falar sobre arquétipos e propor uma prática meditativa para ativar o arquétipo do guerreiro. Ela faz parte de uma série de 4 meditações (que serão publicadas em breve) para ativar 4 arquétipos fundamentais da natureza humana. São eles os arquétipos do guerreiro, do xamã, do visionário e do sábio.

O que são arquétipos?

Arquétipos são energias vivas que movem os seres humanos de todos os tempos e todas as culturas. Não são nada mais do que forças da natureza que permeiam a vida em si, e que nos transpassam e nos trabalham e nos ensinam, muitas vezes sem que nos demos conta conscientemente.

Arquétipos representam as características mais marcantes presentes em determinada coisa ou símbolo. Foi definido por Carl Jung, apesar do termo ser já utilizado pelos filósofos gregos, com uma etimologia que significa “padrão original”, ou seja, uma característica imanente à determinada coisa.

Na nossa vida, vivemos vários tipos de arquétipos, mas a nossa personalidade acaba tendendo mais para um tipo ou dois predominantemente (ex.: do guerreiro, do velho sábio, do aventureiro, do xamã ou curandeiro, do herói etc.).

Os arquétipos nos fazem redescobrir quem somos realmente e a vivacidade da vida. Nos reconectam ao poder de nosso coração, de onde nós realmente podemos criar com autenticidade, partindo de nossa alma, de nossa essência mais significativa e profunda, verdadeira.

Nos permitem entrar de volta a uma dimensão da magia instintiva, da apreciação, de que tudo é possível.

Mulher negra meditando no parque
OluremiAdebayo/Pexels

Lado sombra dos arquétipos

É interessante notar que todos os arquétipos também têm um lado sombra. Isso significa que as suas características se manifestam de forma negativa, e ao invés de ser uma força construtiva, é destrutiva, trazendo grande desconforto.

A importância de saber isso é que podemos aprender a valorizar as qualidades positivas dos arquétipos. Por exemplo, sentimento de raiva é um tipo de arquétipo. É uma força que existe no mundo. Ela passa por todos nós, indiscriminadamente, queiramos ou não.

A boa notícia é que podemos aprender a expressá-la de diferentes formas. Com um grito, um xingamento, uma agressão, por exemplo. Essas são formas bem negativas de propagar a raiva, e isso só fará com que ela continue sendo destrutiva se as pessoas que recebem as agressões não sabem trabalhar o arquétipo.

Mulher meditando ao ar livre
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Já se trabalhamos a raiva através do esporte, por exemplo, transformamos essa forte energia em algo construtivo. Não agredimos mais outra pessoa, mas passamos a canalizar para vencer uma partida, por exemplo. Essa é uma maneira construtiva de lidar com arquétipos.

Por que é importante ativar os arquétipos?

É Importante trabalhar sobre os arquétipos porque eles podem se tornar importantes forças naturais: de cura, de criatividade e de iniciativa que nos movem para a completude de nosso ser.

Arquétipos são energias mágicas que estão latentes em nós, que circulam pelo mundo e que estão ali nos lembrando de nos elevar acima da nossa pequeneza do cotidiano.

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Nos transmitem uma sensação de beleza e quando atingimos ao arquétipo na sua forma plena, podemos sentir em nossas entranhas a beleza de cada momento.

Isso nos ajuda a descobrir o presente que cada momento nos oferece.

Os arquétipos nos fazem acessar a dimensão da aventura, do maravilhamento, nos reconectam à chama da criação, da percepção real de nossas capacidades, nos fazem compartilhar algo sentido pelo coração, algo que nos cura de todos os males.

Se nos movemos partindo de dentro, dessa dimensão sagrada de nós, criamos a partir do amor e da criatividade, abrimo-nos para a vida e não deixamos que o medo e o orgulho nos inibam, ou nos desencorajem.

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Prática meditativa: arquétipo do guerreiro

Hoje propomos uma prática meditativa para ativar a energia do guerreiro. Esse arquétipo ativa as qualidades do líder que temos em nós. Trabalha com a coragem de se fazer vivo, de estar sujeito às críticas e saber manter o equilíbrio interior.

A sombra do arquétipo do guerreiro é o despotismo, o autoritarismo, o egocentrismo. Por isso propomos essa prática para que você possa expressar essa energia de forma construtiva.

Ao entrar na via do guerreiro você ativa o seu líder interior, a sua capacidade de contribuir, ser formador de opinião e de regras. É preciso aparecer na arena da vida, ou seja, ter a coragem de se fazer vivo, de ser vulnerável a críticas e fazer bom uso do poder (e não da força).

Eis a meditação guiada para ativar o arquétipo do guerreiro.

Foto cedida pela autora Isa Gama

Boa prática! (depois nos conte o que achou! Obrigada!)

PS – Aproveite para fazer o teste gratuito que indica o seu grau de conexão com a natureza de dentro e de fora: “Qual é o Seu Grau de Conexão com a Natureza Interior e Exterior?” (clique no link para iniciar!).

PS 2 – Em breve publicaremos o próximo arquétipo: o do xamã

Foto cedida pela autora Isa Gama

Sobre o autor

Isa Gama

Isa Gama

Isa tem um Ph.D. em sociologia e especialização em ecopsicologia.

Atua há mais de cinco anos como uma ecotuner: uma nova profissão que conduz as pessoas a viverem com maior bem-estar por meio da reconexão com a natureza.

Incentivando o autoconhecimento aliado à natureza, Isa facilita a criação de relações mais ecológicas consigo mesmo, com os outros e com o mundo.

Criou um teste que revela o grau de conexão com a natureza interior e exterior: https://isagama.net/quiz

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